Biodiesel economiza US$ 410 mi e reduz poluição

Os 35 mil postos de combustíveis do País já vendem óleo diesel com 2% de biodiesel, o chamado B2. A medida traz vários benefícios, entre os quais uma economia de US$ 410 milhões na importação de diesel de 7% para 5% do consumo, e a redução da poluição proporcionada pela mistura que, segundo especialistas, é de pelo menos o dobro do óleo vegetal usado, ou seja, para 2% de biodiesel, a queda na emissão de poluentes é de pelo menos 4%.

A expectativa é de que sejam consumidos cerca de 840 milhões de litros de biodiesel por ano, um terço da capacidade instalada das usinas, de 2,5 bilhões. A produção de biodiesel já gerou 600 mil postos de trabalho no campo, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e integrou pelo menos 100 mil pequenos agricultores ao processo.

O biodiesel tem uma substância química que permitirá identificar, em testes de laboratório, o produtor e a matéria-prima utilizada na fabricação, possibilitando à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) identificar eventuais adulterações.

Alguns grandes consumidores como a mineradora Vale e uma grande empresa de ônibus de São Paulo já utilizam a mistura em volume bem superior a 2%. As locomotivas da Vale usam B20 e a empresa da zona leste de São Paulo uma mistura com 30% de biodiesel, além de 8% de álcool, com forte redução nos níveis de poluentes, que deve valer à companhia de ônibus urbanos créditos de carbono, com base no Protocolo de Kyoto.

fonte:DiárioNet

Califórnia entra com ação contra governo dos EUA por bloquear iniciativa ambiental

A Califórnia entrou hoje com uma demanda oficial contra o governo federal dos Estados Unidos por bloquear uma iniciativa do estado de corte drástico nas emissões de gases de efeito estufa dos veículos, informou o escritório do governador Arnold Schwarzenegger.

Em nome do estado da Califórnia (oeste), o procurador Edmund Brown entrou em Washington com ação contra a Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA, sigla em inglês) por não aprovar uma legislação que impõe novas e estritas medidas para reduzir a poluição.

O governo federal americano havia rejeitado em dezembro do ano passado uma autorização solicitada pelo estado da Califórnia para poder regular de forma mais severa a produção automotora com o objetivo de reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa.

Em uma nota, a Agência de Proteção do Meio Ambiente anunciou que, após analisar o caso, concluiu que não há "condições extraordinárias e imperiosas" que justifiquem a permissão solicitada pelo governo da Califórnia.

Em 2002, a Califórnia votou uma lei que exige que os fabricantes de automóveis reduzam em 30% as emissões poluentes de suas unidades até 2016, com o objetivo de retornar aos níveis de poluição ambiental similares aos de 1990.

A lei americana determina, porém, que para aplicar novas normas ambientais, os governos estaduais devem receber autorização da EPA e da Califórnia.

Outros 17 estados adotaram ou anunciaram sua vontade de se alinhar a compromissos similares para a adoção de regras ambientais mais estritas.

O diretor da EPA, Stephen Joshnson, explicou que a lei de energia aprovada na quarta-feira fornecerá "uma clara solução nacional" e não "um rejunte de remendos confusos de leis em nível dos estados" para atacar a poluição veicular.

Em relatório apresentado recentemente durante a conferência de Bali sobre o clima uma ONG dos EUA ressaltou que a Califórnia sozinha emite mais gases causadores do efeito estufa (GES) que o Brasil inteiro, país com população 5 vezes maior do que o estado americano, .

Em situação semelhante, o estado americano de Michigan polui mais que a Nigéria, país mais populoso da África e com população 16 vezes maior.

"Individualmente, 42 estados americanos emitem mais gases causadores do efeito estufa do que 100 países em desenvolvimento juntos", anunciou a Nationat Environment Trust (NET) em seu estudo intitulado "Assumindo a responsabilidade".

É o caso também do Texas, com 696 milhões de toneladas de CO2 por 23,7 milhões de habitantes, com poluição idêntica à do Reino Unido. Este estado americano, sozinho, emite mais poluentes do que 116 países em desenvolvimento juntos com mais de um bilhão de indivíduos.

A NET lembrou que de 1750 a 2005, os Estados Unidos e outras nações industrializadas, dentre as quais algumas da Europa, o Japão, o Canadá e a Rússia, foram responsáveis por mais de 73% das emissões de GES acumulados pelo uso de energias fósseis.

No mesmo período, a China - hoje em dia a um passo de se tornar a maior poluidora do planeta - emitiu apenas 7,8% dos GES pelas energias fósseis.

Elefantes, formigas e acácias: equilíbrio e fragilidade do ecossistema


As relações entre os grandes herbívoros, como os elefantes, com as acácias e algumas variedades de formigas na África são exemplos do bom funcionamento do ecossistema e de suas fragilidades, de acordo com o trabalho de cientistas americanos publicados nesta quinta-feira.

As acácias são árvores muito comuns em regiões tropicais e, portanto, fáceis de serem encontradas na África Subsaariana e na savana africana. Elas possuem grandes espinhos que servem de ninho a três espécies de formigas. Algumas destas árvores possuem centenas de espinhos ocos que abrigam mais de 100.000 formigas cada um.

Estes insetos e as acácias se beneficiam mutuamente com esta coabitação: em troca de abrigo e nutrição, a partir do néctar produzido pelas folhas das árvores, elas oferecem proteção. As formigas se responsabilizam pela defesa das acácias contra as agressões de mamíferos herbívoros, como girafas e elefantes. Com a ajuda destes pequenos animais, as árvores não são, desta forma, destruídas completamente.

O grupo de pesquisadores coordenado por Todd Palmer, professor de zoologia na Universidade da Flórida, começou a estudar estas relações entre acácias, mamíferos e formigas depois de ter percebido, no Quênia, que as acácias protegidas com barreiras elétricas de animais brutos pareciam menos vigorosas que as que não tinham este tipo de proteção.

De fato, "quando as árvores protegidas não são mais ameaçadas, seus protetores, as formigas, baixam a guarda e também acabam se enfraquecendo. As formigas se alimentam menos, o que faz com que as acácias produzam menos néctar, o que diminui sua vitalidade", explicou Todd Palmer, que ressalta a importância de preservar os equilíbrios do ecossistema para a preservação da natureza.

Japão investe no combate do aquecimento global

O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, anunciará na Suíça um programa de investimento de 1 trilhão de ienes (US$ 9,113 bilhões) em cinco anos para auxiliar os países em desenvolvimento a combaterem o aquecimento global.
O Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente na cidade suíça de Davos, foi o palco escolhido por Fukuda para apresentar o plano de investimento. O objetivo é prevenir desastres naturais relacionados com a mudança climática e ajudar na transição para o uso de energias de fontes renováveis.

As ajudas serão destinadas a 40 países da Ásia, África e América Latina. O Japão já deu início às conversas para a aplicação das medidas concretas na Indonésia. A mudança climática também deverá ser um assunto central na agenda da reunião do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo e Rússia), que ocorrerá neste ano no Japão.

Em Davos, as autoridades nipônicas desejam expor a necessidade de cortar as emissões de gases do efeito estufa a partir de 2013, quando termina o Protocolo de Kyoto.

Turistas vão aprender como preservar corais


Em Maxaranguape, no Litoral Norte, as crianças e adolescentes que participam do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) vão ser multiplicadores de conhecimento em um projeto que buscará divulgar, junto à população local e aos visitantes, a importância da preservação dos recifes de corais em Maracajaú.

A partir deste mês, os jovens do Peti vão aprender sobre as características do ecossistema que forma a área de proteção ambiental na quais os parrachos estão incluídos, para depois repassarem os conhecimentos para os estudantes das escolas públicas e à população em geral.

O Peti atende a jovens com idades entre 7 e 14 anos, que vivem em situação de vulnerabilidade social. Os estudantes participam das atividades do projeto nos horários opostos às aulas regulares na escola. A programação do Peti inclui aulas de reforço, cultura, esportes, artes e educação ambiental. Cada aluno recebe uma bolsa mensal de R$ 25,00. O programa é mantido pela prefeitura e pelo governo federal.

A iniciativa de envolver os alunos do Peti no projeto de preservação dos parrachos faz parte dos investimentos da gestão do prefeito Amaro Saturnino em desenvolvimento sustentável. Uma das prioridades é promover o turismo sem que a atividade, que é apontada como a mais promissora na economia local, cause danos ao meio-ambiente e, conseqüentemente, traga prejuízos à população do município. O projeto é desenvolvido através de uma parceria entre a prefeitura de Maxaranguape e o Ministério do Meio Ambiente.


Turistas

A parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, a prefeitura de Maxaranguape e as empresas que operam os mergulhos nos parrachos de Maracajaú vai prestar informações sobre a importância da preservação dos recifes de corais aos milhares de turistas que mergulham nos parrachos durante a alta estação.


Repasse

De acordo com o secretário de turismo de Maxaranguape, Paulo Lopes, a prefeitura vai iniciar neste fim de semana o repasse da folheteria às cinco empresas que exploram o passeio e que, por sua vez, irão entregar o material aos visitantes.

Mais de 63 mil turistas mergulharam nos parrachos no ano passado e a expectativa de público para esta alta estação é 6% maior, segundo o secretário. Após a criação de uma área de preservação ambiental que engloba a área onde os mergulhos são realizados, o Idema, o Ibama e a prefeitura passaram a fiscalizar as empresas para que não descumpram normas ambientais, sobretudo no que diz respeito ao número de turistas embarcados.

Paraná /IAP distribui cinco mil mini-lixeiras de praia em apenas dois dias no litoral -



Apenas nos dois últimos dias do ano, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), distribuiu cinco mil mini-lixeiras individuais de praia, das 16,5 mil adquiridas para esta temporada. Confeccionada em formato semelhante a uma casquinha de sorvete, a mini-lixeira tem tampa, pode ser enterrada na areia durante sua utilização, possui apoio lateral para o cigarro e ainda traz a mensagem “o ideal é não fumar e nem poluir, guarde sua bituca aqui”.

“A procura pela lixeirinha é grande e demonstra a aprovação dos veranistas. Devido a grande demanda do feriado de ano novo, já estamos providenciando um novo lote do produto para atender aos veranistas”, disse o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues. Segundo ele, projetos como esse sempre terão espaço e apoio por parte do governo do Estado. “Turistas e órgãos ambientais aprovaram a iniciativa”, destaca o secretário.

As lixeirinhas já podem ser encontradas em todas as barracas de balneabilidade do IAP, instaladas na orla. Em sua segunda temporada, o projeto, desenvolvido pelo Instituto e pela Universidade Federal do Paraná no Litoral, contará este ano com o auxílio de estudantes da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (Fafipar).

A coordenadora do programa “Nossa Praia é Limpeza”, do IAP, Adriana Ferreira, contou que os estudantes auxiliarão na distribuição das lixeiras Individuais de praia’, que servem para depositar bitucas de cigarro, palitos de picolé, algodão doce, canudos, tampinhas de garrafa e outros pequenos resíduos. “Na última temporada a procura pelas mini-lixeiras nas barracas de balneabilidade foi superior à procura pelas sacolas plásticas”, mencionou Adriana.

Elas serão distribuídas em todos os balneários devido à comprovação da sua eficácia, diz Rasca Rodrigues. “Os garis informaram que a redução na quantidade de pequenos resíduos encontrados na areia foi superior a 70% nos balneários de Ipanema e Caiobá, por exemplo, após a distribuição das lixeirinhas”, destacou.

Estudo – A iniciativa do projeto é dos professores da UFPR Litoral, Rodrigo Reis e Walter Widmer, que apresentaram a idéia ao IAP, em 2006 e, após um mês de testes, foi aplicado em todos os balneários do Paraná durante a temporada. “A idéia é eliminar não apenas as bitucas de cigarro, que ficam espalhadas pela areia e nem sempre são recolhidos pelos garis, mas também livrar a praia desse tipo de resíduo prejudicial ao turismo e ao meio ambiente e sem retorno financeiro para catadores de material reciclável”, afirma a coordenadora do “Nossa Praia é Limpeza”.

Em janeiro de 2006 foram distribuídas 100 mini-lixeiras por dia na Praia Mansa de Matinhos e no Balneário de Ipanema, em Pontal do Paraná, para avaliar o retorno do produto. A escolha dos balneários se deveu ao público diferenciado economicamente que freqüenta estes locais. “O objetivo foi avaliar se havia variação de comportamento, em relação ao lixo, de acordo com a classe social”, disse Adriana.

Estagiários distribuíram um questionário ao entregar as lixeiras e orientaram os veranistas para que as esvaziassem ao fim do dia. Posteriormente, o lixo recolhido das minilixeiras foi levado a laboratório para avaliar o peso e se foi utilizada para a finalidade desenvolvida. Segundo Adriana, outro ponto avaliado foi a porcentagem de lixeiras deixadas nas praias.

Para a coordenadora dos estagiários da Fafipar, Franciane Pellizzari, a parceria entre as instituições é de extrema importância. “Para a Fafipar é um grande prazer poder participar de ações como esta. Além disso, o projeto está contribuindo com a qualidade ambiental do nosso litoral durante a temporada, que é a casa dos nossos alunos durante o ano todo”, lembrou a professora.

Aprovação – O veranista Ednilson da Cruz, que todos os anos passa o verão em Caiobá, disse que por já ter sido fumante, pode conceituar a ação como “a idéia mais inteligente criada por um governo em relação ao lixo”. “Além da mini-lixeira ter tampa, o que impede o mau cheiro, ela pode ser enterrada na areia. É prática de carregar e uma iniciativa inédita para os fumantes que nunca tiveram um local para depositar seu lixo”, diz o veranista. Já para a dona de casa Sônia Alcântara, a proposta é tão boa que deverá estimular e lembrar os fumantes – na falta da lixeirinha - a procurar outros depósitos para as bitucas e resíduos.

fonte:AEN

Ibama identifica os maiores desmatadores da Floresta Amazônica

PORTO VELHO – O diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Flávio Montiel, informou que os Estados que mais desmatam a Floresta Amazônica já estão identificados.

Montiel disse que os 50 maiores infratores no Pará, Mato Grosso e Rondônia, estados que contribuem com 80% do desmatamento na Amazônia sofrerão sanções conjuntas e integrarão uma lista suja. O documento será divulgado ao longo do primeiro semestre de 2008.

O levantamento está sob responsabilidade do Grupo Permanente de Responsabilização Ambiental, criado no dia seis de dezembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Integram o grupo, coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA), o Ministério da Justiça, Casa Civil, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Ibama e Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Energia solar chegou às Ilhas Berlengas



A primeira fase de instalação de painéis solares nas casas dos pescadores das Berlengas terminou no passado fim-de-semana. É mais um passo na preservação ambiental.
Acabar de vez com a produção de energia eléctrica através dos poluentes geradores a diesel, existentes na ilha há décadas, é o objectivo, a médio prazo, do projecto “Berlenga – Laboratório de Sustentabilidade”. Para que a meta traçada seja atingida, foram instalados, no passado fim-de-semana, os primeiros painéis solares nos telhados de algumas pequenas casas de pescadores, embora nenhuma delas – com excepção da do faroleiro – sejam habitadas em permanência.
A entrada em funcionamento do sistema piloto de produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis – energia solar fotovoltaica – permitirá o fornecimento imediato e durante 24 horas por dia a algumas habitações da Ilha da Berlenga. Por outro lado, o novo equipamento permite diminuir a emissão de gases com efeito de estufa, contribuindo para a sustentabilidade do património único da Ilha da Berlenga, uma das maravilhas da natureza nacionais, candidata a Património Biogenético.
A instalação deste sistema piloto resultou do primeiro contributo efectivo de alguns parceiros deste projecto, nomeadamente a EDP – Energias de Portugal, a Marinha Portuguesa – Direcção de Faróis, a EFACEC e a Câmara Municipal de Peniche.
O projecto “Berlenga – Laboratório de Sustentabilidade”, “inovador e inédito no panorama nacional”, segundo a autarquia, pretende ainda implementar, num futuro próximo, soluções tecnológicas para o tratamento de águas residuais, de resíduos sólidos e de produção de água potável.
Segundo a Câmara Municipal de Peniche, a execução do empreendimento envolve parcerias de diversas empresas e instituições nacionais e internacionais, incluindo o Centro para a Prevenção da Poluição (C3P) e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), para além da colaboração internacional da prestigiada agência NASA – National Aeronautics and Space Administration, sediada nos Estados Unidos da América.

fonte:Asbeirasonline

Noruegueses vão bancar em MT plano do 'desmatamento evitado'

Os noruegueses devem bancar o plano-piloto do desmatamento evitado, programa defendido pelo governador Blairo Maggi na 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada semana passada, em Bali, na Indonésia.

O programa deve ser implantado primeiro em Alta Floresta e numa outra região ainda em estudo, provavelmente no município de Apiacás. Esse programa, defendido também por outras nações na conferência mundial, dá crédito em dinheiro aos produtores que mantiverem parte de suas vegetações intactas.

Isto é, quem não desmata ganha por, segundo Maggi e outros apoiadores da idéia, "serviços ambientais prestados". Não há um cálculo definido sobre quanto deve ganhar o produtor por manter a floresta em pé.

De acordo com o governador Blairo Maggi e o secretário estadual do Meio Ambiente, a proposta do desmatamento evitado recebeu apoio de países como a Noruega, Alemanha, Nova Zelândia, entre outros.

O governador disse ainda nesta quarta-feira (19.12) que Mato Grosso foi elogiado porque "não foi prometer mudanças, e sim, mostrar o que já está sendo feito pelo governo em parceria com a iniciativa privada".

O RISCO

Maggi informou também que o programa que prevê a preservação da natureza por meio de compensação financeira a quem não desmata possui um detalhe de risco.

Ele acha que países dispostos em bancar a idéia têm de ser observado. Um exemplo: Estados Unidos da América pode aderir ao plano contribuindo financeiramente, mas sem desacelerar sua produção industrial.

Isto é, os EUA estariam ajudando a não desmatar uma região distante de seu país, mas emitindo gases tóxicos e comprometendo a estabilidade ambiental do planeta.

Segundo Maggi, uma comitiva da Noruega virá a Mato Grosso no ano que vem conhecer os programas apresentados durante a Conferência.

O país, que possuí um fundo sobre sua produção de petróleo destinado para investir em conservação ambiental, comprometeu-se em aplicar recursos na preservação da Amazônia Legal.

Mato Grosso será um dos primeiros Estados a serem beneficiados, com previsão de que este fundo seja aplicado a partir de janeiro em projetos pilotos que serão implantados em diversas áreas do Estado.

SATÉLITE

O governador citou como exemplo o Licenciamento Ambiental em Propriedades Rurais (SLAPR), onde Mato Grosso é o único no País que utiliza o sistema e já cadastrou 35% das propriedades neste novo modelo.

O sistema é totalmente digitalizado utilizando imagens de satélite para a fiscalização em campo. O modelo localiza desmatamentos ilegais nas propriedades licenciadas.

Outro programa que recebeu elogios, segundo Maggi e Luiz Daldegan, foi o MT Floresta, principalmente das parcerias onde pequenos produtores rurais reflorestam suas áreas com seringueiras.

Cada família garante uma renda em torno de R$ 2,2 mil durante um período longo, aproximadamente 30 anos, o tempo de vida produtiva da árvore.

Um dos defensores desta proposta durante o encontro foi o coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário. Ele reforçou a importância da presença do governador e dos produtores rurais do Estado nas discussões da Conferência, como forma de mostrar que o empenho está realmente acontecendo pela conservação e recuperação do meio ambiente.

A comitiva estadual que viajou a Bali [60 horas de vôo daqui de Cuiabá a Indonésia] foi formada por poder público e representantes dos setores madeireiro, da soja, do algodão, e também do setor bovino.

Uma vitória política da proposta mato-grossense, segundo Maggi, foi a sua inclusão na pauta do governo federal, que não demonstrava apoio ao projeto de desmatamento evitado anteriormente à Conferência, e sua inclusão ainda no texto final do encontro.

O secretário de Meio Ambiente, Luis Daldegan, explicou que todos os países possuem o poder de veto, o que dificulta qualquer inclusão no texto que servirá para as novas rodadas de discussões do meio ambiente.

Daldegan comentou que a presença dos setores produtivos ajuda a validar e fortalecer a proposta dom País. Mato Grosso foi o único Estado convido a participar da conferência, o que nas palavras do secretário mostra o trabalho que vem sendo desenvolvido.

Blairo Maggi lembrou da importância econômica do governo participar destas conferências internacionais. "É temos que mostrar o que estamos fazendo para sermos respeitados", comentou. A preocupação é em relação a informações distorcidas que podem gerar perdas de mercado e bloqueios internacionais.

MATO GROSSO

O governador apresentou os números da produção mato-grossense, o quanto do território é ocupado por atividades agrícolas (são 36% da área do Estado ocupadas pela agricultura - 64% está preservado, incluindo as terras indígenas) e destacou as ações ambientais implantadas pelo Governo e como vem sendo conduzidas em parceria com o setor produtivo.

A dinamização da economia no Estado também foi defendida pelo governador como uma forma de conservação ambiental. O maior número de empresas que transformam os produtos primários em manufaturados geram emprego e renda as pessoas onde estão instaladas, assim, estas pessoas deixam a necessidade de retirar o seu sustento das florestas.

fonte: NoticiaDigital

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