
Teve um aumento de até quatro vezes em seu faturamento nos últimos 15 anos, afirmou um grupo conservacionista na terça-feira.
Os turistas envolvidos na atividade na região devem ultrapassar a faixa de 1 milhão neste ano, disse o grupo.
Vários países latino-americanos, entre os quais o Chile, defendem que a observação desses animais é uma forma de evitar a caça, conforme desejam países como o Japão, a Noruega e a Islândia.
O Chile abriga nesta semana a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional, IWC.
Na segunda-feira, o governo chileno proibiu em caráter permanente a pesca de baleias em suas águas e há planos de criar um santuário para esses mamíferos ao longo de sua linha costeira.
O Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal disse, durante o encontro da IWC, que a indústria de observação de baleias havia vendido pacotes a um valor equivalente a 80 milhões de dólares em 2006, na América Latina, e que o gasto total desses turistas chegava a quase 280 milhões de dólares.
A título de comparação, o negócio de observação de baleias fatura cerca de 1 bilhão de dólares por ano em cerca de 90 países.
"Trata-se de um setor sustentável que pode beneficiar as comunidades costeiras sócio-economicamente, educacionalmente e ambientalmente, pelos próximos anos", disse Beatriz Bugeda, diretora do fundo para a América Latina.
Há 64 espécies de baleias, golfinhos e toninhas nas águas latino-americanas, o que representa cerca de 75 por cento das 86 espécies de cestáceo conhecidas.
26/06/2008
A indústria latino-americana de observação de baleias cresce
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23/06/2008
Os grandes inimigos dos crocodilos
Ao contrário do que possa parecer, por sua ferocidade, os crocodilos são "muito frágeis e sensíveis" à mudança climática e ao desmatamento nas margens dos rios, onde põem seus ovos, explica a bióloga do projeto, Liliana Rodríguez.
"A temperatura determina o nascimento de machos ou fêmeas. A temperatura mais quente significa o nascimento de machos", com o conseqüente risco para a perpetuação da espécie, assegura a bióloga.
Por isso, as brigas entre os machos dominantes para conseguir os favores de uma fêmea podem ser devastadoras.
Recentemente, a imprensa local denunciava o crescente número de machos que ficam cegos nas lutas que protagonizam no rio Tárcoles para tentar conquistar as cada vez mais raras fêmeas.
A temperatura ideal para o desenvolvimento dos embriões é de entre 28 e 34 graus. Se esta margem diminui ou aumenta, o embrião pode morrer por estresse térmico.
"Os meses de outubro, novembro e dezembro, são as épocas de acasalamento, durante as quais os machos tornam-se mais agressivos. Em janeiro, fevereiro e março, as fêmeas põem os ovos e aproximar-se deles pode ser muito perigoso. Em junho começam a nascer os filhotes e as mães tornam-se mais protetoras", explica.
Assim como as tartarugas, as fêmeas crocodilo põem os ovos - média de 32 a 35 - em uma cova que cavam com suas patas na areia. Os do fundo, como as temperaturas são inferiores, darão nascimento a fêmeas e os que estão mais próximos da superfície, machos.
Mas apenas 2% sobrevivem em condições silvestres, assegura Liliana Rodríguez, já que os "filhotes têm muitos predadores", enquanto que o percentual de nascimentos nos criadouros ronda os 90%. Um crocodilo pode chegar a viver até 80 anos.
Uma das investigações do projeto, que começou há seis anos, é medir e pesar a cada ano estes répteis para se ter uma idéia de seu desenvolvimento desde que nascem - quando pesam 51 gramas e medem 27 centímetros - até que cheguem à idade adulta quando as fêmeas alcançam 70,5 kg e 2,45 metros e os machos, até 143 kg e 3 metros.
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20/06/2008
Diminuição do gelo na Antártida ameaça baleias
O recuo da camada de gelo na Antártida, fenômeno provocado pelo aquecimento global, colocará em perigo as já ameaçadas baleias migratórias ao reduzir suas áreas de alimentação, afirmou o Worldwide Fund for Nature (WWF) na quinta-feira.
Em um relatório intitulado "Quebra-Gelo ¿ Empurrando as Fronteiras para as Baleias", o grupo diz que o gelo marítimo do inverno será reduzido em até 30 por cento em alguns lugares, obrigando as baleias a viajarem mais 500 quilômetros em busca de comida.
Além de retroceder, essa fronteira vital entre as águas geladas e as águas mais quentes, que provoca a subida dos nutrientes consumidos pelo krill (do qual as baleias se alimentam), poderia encolher, reduzindo a quantidade de comida disponível.
"Essencialmente, o que estamos vendo é que as baleias associadas ao gelo como as baleias mink da Antártida enfrentarão mudanças dramáticas em seu habitat dentro de um período não muito maior do que o período de vida desses animais", afirmou Heather Sohl, dirigente do WWF.
O prolongamento das rotas de migração não apenas fará aumentar o montante de energia usado pelas baleias para chegar a suas áreas de alimentação como também reduzirá a temporada de alimentação por causa do tempo consumido para chegar até lá, afirmou o relatório.
O documento foi divulgado para coincidir com o 60o encontro anual da Comissão Internacional Baleeira (IWC), que ocorre em Santiago (Chile), na próxima semana. Nesse encontro, o Brasil deve propor a criação de um Santuário para Baleias no Atlântico Sul.
Países baleeiros como o Japão e a Noruega, de outro lado, realizam uma campanha para que seja levantada a moratória sobre a caça comercial de desses animais, adotada pelo IWC em 1982.
Entre as baleias mais ameaçadas pelo derretimento do gelo na Antártida encontram-se a baleia-azul, o maior animal do mundo, e a cachalote.
Só recentemente, essas espécies começaram a se recuperar depois de terem ficado à beira da extinção no século 20, antes da moratória da IWC entrar em vigor.
Cientistas prevêem que as temperaturas médias do planeta subirão entre 1,8 e 4 graus Celsius neste século devido à emissão de gases do efeito estufa produzidos na queima de combustíveis fósseis em usinas de energia e em veículos automotores ¿ e o aquecimento deve ser maior e mais rápido nos pólos do globo terrestre.
As previsões do WWF baseiam-se na premissa de que as temperaturas vão se elevar, até 2042, em 2 graus Celsius.
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15/06/2008
Tartaruga que encalhou é resgatada

Animal encalhou em praia de água doce na Ilha de Mosqueiro, em Belém. Segundo especialistas, tartaruga costuma desovar no litoral da Bahia e do Espírito Santo.
Uma tartaruga marinha com mais de 2 metros de comprimento e com peso de aproximadamente 400 quilos foi resgatada neste sábado (14) por biólogos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama ) e homens do Batalhão de Polícia Ambiental, na praia da Baía do Sol, na Ilha de Mosqueiro, em Belém.
O animal apareceu encalhado na praia de água doce, na noite de sexta-feira passada. Ela foi transportada em uma caçamba para capital do estado e será analisada pelos biólogos do Jardim Botânico Rodrigues Alves.
Segundo os especialistas, a tartaruga marinha costuma desovar no litoral brasileiro, nos estados da Bahia e do Espírito Santo. Para eles, ela pode ter se desviado da rota. A tartaruga marinha deve ser levada para o mar após um período de recuperação.
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10/06/2008
Os animais em seu meio ambiente
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20/05/2008
E ainda tem gente que pensa que a paz é impossível...

Esta história aconteceu recentemente na Província de Manitoba, no Canadá e foi documentada por um fotógrafo.
Os huskies siberianos estavam indefesos, presos na coleira quando
de repente lhes surge um imenso urso polar...
Mas, o inacreditável aconteceu, para a felicidade dos huskies o
urso queria só... brincar...


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08/05/2008
Golfinho 'salva' baleias encalhadas

Um golfinho 'resgatou' duas baleias encalhadas em uma praia na Nova Zelândia.
O 'salvamento' ocorreu quando um grupo de pessoas que tentava em vão resgatar os animais já estava em vias de desistir da operação.
O responsável pela conservação da vida animal na área, Malcolm Smith, disse que, após várias tentativas, tanto as pessoas quanto as duas cachalotes-pigmeus estavam cansadas.
Foi nesse momento que o golfinho apareceu, comunicou-se com as baleias e conduziu-as até alto mar.
"Algo obviamente aconteceu, porque as duas baleias, estressadas, mudaram de atitude e seguiram o golfinho por vontade própria pela praia direto para o mar", disse Smith.
"O golfinho fez o que nós não conseguimos fazer. Estava tudo concluído em poucos minutos."
Familiar
Smith disse que teve sorte em testemunhar um evento tão extraordinário e que ficou satisfeito pelo salvamento das baleias.
No passado, ele já teve que sacrificar animais que ficaram encalhados.
O golfinho-nariz-de-garrafa, apelidado Moko por moradores locais, é conhecido por brincar com banhistas na praia Mahia na costa leste da Ilha Norte.
Segundo o conservacionista, depois de orientar as baleias, o animal voltou à sua rotina de brincar com os banhistas na baía.
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02/03/2008
Peixes-boi da Amazônia serão reintroduzidos na natureza

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) dá mais um passo para conservação e repovoação dos peixes-boi (Trichechus inunguis) nos rios da Amazônia. No sábado (1) uma equipe formada por pesquisadores do INPA, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e da Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA) partem em direção a Reserva do Cuieiras, localizada a 60 km ao norte de Manaus - AM, onde serão soltos, pela primeira vez, dois peixes-boi machos sub-adultos de cerca de 180 kg cada um.
Os dois animais, Xibó e Puru, estão no Instituto desde 1999 e 1995, respectivamente, e chegaram ainda filhotes. Antes de serem soltos eles passaram por uma bateria de exames, que envolveu o monitoramento da freqüência respiratória, exames clínicos (sangue, urina, etc) para saber se os indivíduos estavam em condições de serem soltos. Também passaram por uma dieta reforçada para ganharem peso.
Segundo o pesquisador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/INPA), Fernando Rosas, a soltura do peixe-boi na natureza é um passo gigante para a conservação da espécie. O Instituto realiza trabalhos com o peixe-boi há 33 anos, e hoje domina a reprodução em cativeiro de um animal que está ameaçado de extinção. As pesquisas realizadas no INPA já possibilitaram o nascimento de cinco filhotes em cativeiro.
Desafio
Rosas diz que será um desafio reintroduzir os animais na natureza, pois eles já estão acostumados com o ser humano e, por isso, provavelmente se aproximarão de comunidades, crianças tomando banho e de embarcações.
Para solucionar a questão é fundamental o trabalho de educação ambiental
nas comunidades próximas da Reserva. O que já vem sendo feito, de acordo com o pesquisador, há alguns anos por profissionais da AMPA e do IPÊ. "É importante que os moradores participem ativamente do processo de
reintrodução do peixe-boi, pois o sucesso deste projeto depende muito
disto", lembra.
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28/02/2008
Humanos e chimpanzés ativam a mesma área cerebral quando se comunicam

A região do cérebro encarregada da comunicação, tanto a falada quanto a de sinais, é a mesma nos humanos e nos chimpanzés, o que reforça a teoria, comprovada geneticamente, de que ambos têm origem em um ancestral comum.
Assim indica o estudo de uma equipe de cientistas publicado hoje na revista digital "Current Biology".
"O comportamento comunicativo do chimpanzé tem muitas características semelhantes à linguagem humana", afirma Jared Taglialatela, do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas de Yerkes, em Atlanta (EUA), membro da equipe que realizou o estudo.
A pesquisa "sugere que as bases neurológicas da linguagem humana já estavam presentes no ancestral comum do homem e do chimpanzé", afirmou o investigador.
A equipe de cientistas identificou a Área de Broca, parte da região cerebral conhecida como giro frontal inferior, no hemisfério esquerdo, como um dos sistemas neuronais que são ativados quando o ser humano se prepara para dizer algo e quando fala ou gesticula.
"Antes não sabíamos se outros primatas, e principalmente nosso mais próximo parente vivo, o chimpanzé, possuía uma região cerebral comparável, relacionada à produção de seus próprios sinais de comunicação", afirmou Taglialatela.
Para o estudo, os pesquisadores submeteram três chimpanzés a uma tomografia computadorizada do cérebro enquanto estes gesticulavam e chamavam uma pessoa, pedindo que levasse comida.
Estes chimpanzés mostraram uma ativação da Área de Broca e outras regiões envolvidas na comunicação humana.
Os pesquisadores interpretam o resultado como a prova de que os chimpanzés têm um cérebro preparado para a linguagem, embora admitam que "é possível argumentar que, como os símios nasceram em cativeiro e produziram sinais que não são comuns quando estão em liberdade, a aprendizagem destes induziu a ativação cerebral que vemos.
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26/02/2008
África do Sul voltará a permitir sacrifício de elefantes

O governo sul-africano anunciou nesta segunda-feira que permitirá o sacrifício de elefantes no país a partir de 1º de maio. Segundo o ministro do Ambiente e Turismo da África do Sul, Marthinus Van Schalkwyk, o sacrifício é necessário para controlar a população de elefantes no país.
Esta será a primeira vez que o governo permitirá a matança dos animais desde que o sacrifício foi proibido, em 1995. Há estimativas de que o número de elefantes aumentou de 8 mil para 20 mil animais desde o fim dos sacrifícios.
No comunicado, o ministro afirmou ainda que a prática será permitida apenas em último caso e que o governo adotará outras técnicas para o controle da população de elefantes, como o uso de contraceptivos e o transporte de animais para áreas menos habitadas.
De acordo com Van Schalkwyk, o sacrifício será adotado apenas depois de várias considerações "com todas as opiniões consultadas", afirmou.
Reações
A população que reside em regiões próximas de onde vivem os elefantes reclamam que os animais são perigosos, comem as frutas e competem com os humanos para beber água.
No comunicado desta segunda-feira (25), o governo sul-africano afirmou que está ciente de que a decisão vai causar "emoções fortes" e despertar a oposição de ativistas de direitos dos animais.
Apesar disso, o ministro afirmou que "o equilíbrio da biodiversidade e as pessoas que vivem próximas dos elefantes" também precisam ser considerados.
A ONG de direitos dos animais Animal Rights Africa afirmou que os elefantes têm habilidades cognitivas bem desenvolvidas e são alertas sobre o espaço.
"Quanto mais parecidos conosco precisam ser os elefantes para que matá-los seja considerado assassinato?", questionou a ONG em um comunicado divulgado antes do anúncio do governo.
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22/02/2008
Encontrado seis novas espécies na África

Uma expedição a uma floresta remota perto do lago Tanganica na República Democrática do Congo descobriu seis novas espécies de animais.
Os pesquisadores da Wildlife Conservation Society (WCS), organização que liderou a expedição, descobriram uma nova espécie de morcego, uma de roedor, duas de musaranho e duas de sapo.
A expedição foi realizada entre janeiro e março de 2007 em uma região perto do lago Tanganica, uma área fora do alcance dos pesquisadores desde 1960, devido à instabilidade política.
"Se conseguimos encontrar seis novas espécies em um período tão curto, podemos imaginar o que mais está lá", disse o pesquisador da WCS Andrew Plumptre.
Plantas
Os ambientalistas acreditam que podem ter encontrado várias novas espécies de plantas na região próxima à Floresta de Misotshi-Kabogo.
Os botânicos que participaram da expedição não conseguiram identificar cerca de 10% das amostras de novas plantas que coletaram. As amostras agora serão examinadas por especialistas para confirmar se representam novas espécies.
A equipe acrescentou que a área é extremamente rica em biodiversidade, apesar dos anos de conflito que afetaram a região.
A pesquisa descobriu que muitas espécies de pássaros, répteis e anfíbios estavam vivendo na floresta. Também revelou mamíferos maiores incluindo chimpanzés, búfalos, elefantes, leopardos e várias espécies de macacos na região, apesar de estarem em números menores do que o esperado, possivelmente devido à caça clandestina.
Os pesquisadores acreditam que a floresta possui uma vida animal rica devido à sua localização isolada, com poucos habitantes.
A WCS afirmou que agora existe uma necessidade real de proteção na área.
"A pesquisa descobriu que a região de Misotshi-Kabogo é biologicamente importante para ser conservada na forma de uma área de proteção", disse James Deutsch, diretor do Programa para África da WCS.
"Já que poucas pessoas vivem lá, seria relativamente fácil criar um parque e, ao mesmo tempo, manter o sustento das pessoas que moram na região", acrescentou.
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Australianos planejam eliminar + 10.000 cavalos selvagens a tiros

Povo de atitudes estranhas os australianos é querem salvar as baleias!!!
Mais de 4 mil cavalos selvagens foram mortos nos últimos anos no Estado de Queensland, na Austrália, e autoridades locais planejam eliminar mais 10 mil nos próximos três anos.
Os governos de Queensland e do Estado de Nova Gales do Sul afirmam que os cavalos selvagens estão acabando com animais nativos e mais frágeis dos parques nacionais e, por isso, representam um risco à fauna e à flora do país.
Em Queensland, os planos prevêem que os cavalos sejam mortos por tiros disparados de helicópteros.
"Os cavalos causam erosão, estragam o meio ambiente e destroem riachos e outros cursos d'água, além de danificar locais sagrados dos aborígenes e competir por comida com a vida selvagem nativa", disse o secretário de Sustentabilidade de Queensland, Andrew McNamara.
De acordo com as autoridades, 300 mil cavalos selvagens na Austrália é um número muito grande e difícil de controlar. "A forma mais eficiente é usando helicópteros", disse Andrew Cox, do grupo de conservação de parques nacionais de Nova Gales do Sul.
Iniciativa polêmica
De acordo com Cox, essa é a forma mais humana de retirar os animais do Parque Nacional Kosciuszko, na Snowy Mountains, em NGS, uma das regiões que apresenta número elevado de cavalos.
"Há cerca de 1,7 mil cavalos aqui no momento", afirma. "Se não forem removidos, somarão 70 mil em dez anos."
O Estado de Nova Gales do Sul proibiu o uso de helicópteros para o sacrifício, mas a polêmica iniciativa segue nos planos do governo em Queensland.
"Estamos lutando para essa barbárie parar", disse Jan Carter, coordenadora do grupo australiano Save The Brumbies (Salve os Cavalos Selvagens, em tradução literal), à BBC Brasil em Sydney.
"O governo não queria que o fato se tornasse público, mas temos que mostrar o que está acontecendo aqui", acrescenta Carter.
Cox diz que muitas alternativas já foram testadas, como quando tentaram transferir os animais de local com armadilhas, ou os doando. Mas nenhuma se apresentou eficiente.
"Não há gente suficiente para adotá-los", acrescenta. "E perdemos muito tempo e recursos tentando capturá-los."
Preocupação
O centro-norte do país é a região com o maior número de cavalos selvagens do território australiano - cerca de 100 mil.
A Austrália possui a maior quantidade de cavalos silvestres do mundo, e nenhuma raça é nativa.
"Essa quantidade cresce em torno de 20% ao ano", afirma Cox. "Temos que ser realísticos sobre isso, eles estão destruindo o nosso meio ambiente."
A luta governamental para controlar animais não-nativos vem de longa data. Não apenas cavalos selvagens preocupam a vida animal na Austrália.
Outras espécies levadas para o país no início da colonização, como gatos, coelhos e porcos, também arriscam a fauna e a flora australiana, de acordo com autoridades locais.
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20/02/2008
Projeto preserva quelônios do rio Oiapoque no Amapá

tracaja
MACAPÁ - Um projeto que nasceu da parceria entre o IBAMA e uma ONG está repovoando o rio Oiapoque, no Amapá, com quelônios da espécie Pedoquimenes Unifilis, conhecido como tracajá. Os ovos são recolhidos no alto do rio e trazidos para uma incubadora onde ficam até a fase de eclosão.Na incubadora os ovos são novamente enterrados e tem um acompanhamento diário de um técnico do IBAMA. Após 50 dias quando começa a eclosão, os tracajás são levados para um tanque onde ficam por quatro meses até serem devolvidos a natureza.Além de preservar a natureza, um outro objetivo do projeto, que conta com apoio do Banco do Brasil, é levar as informações às escolas. Na natureza, a cada mil ovos, apenas um chaga a idade adulta. A espécie é ameaçada por predadores naturais e pela a ação do homem.
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19/02/2008
Cobra fugiu de táxi e foi apanhada na avenida de Moçambique

Só a valentia de um elemento do SPENA de Setúbal(Portugal) conseguiu com que fosse possível apanhar a cobra que fugiu de um táxi para a rua no bairro do Liceu. O réptil exótico segue agora para o Jardim Zoológico.
Uma cobra exótica com um metro e meio de comprimento, que seguia num táxi da cidade, acabaria por fugir para a rua, na avenida de Moçambique, perto do Lidl, no bairro do Liceu, no final da tarde de sexta-feira. A história ainda não está bem explicada mas tudo indica que o taxista transportava um cliente que levava o réptil conhecido por "Cobra-do-Milho", no porta-bagagem, para um determinado lugar mas algo aconteceu entre ambos e o dono abandonou a cobra no local. O facto é que o réptil, considerado raro em Portugal, escapou.
Perante o alerta, foram destacados para o local agentes da PSP, Protecção Civil, Serviços de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR de Setúbal e do Instituto de Conservação da Natureza. Foi apanhado o réptil e transportado para as instalações do SEPNA, na avenida Jaime Cortesão, onde ficou durante o fim-de-semana e seguirá hoje para o Jardim Zoológico de Lisboa conforme decisão do Instituto de Conservação da Natureza.
Segundo conseguimos apurar esta "Cobra-do-Milho" deve valer no mercado 400 euros e caracteriza-se pela sua cor brilhante e com grandes malhas de tons castanhos, mantendo-se quase sempre enrolada, sendo por isso factor de atracção para algumas pessoas.
ORIGEM A "Pantherophis guttatus", anteriormente chamada "Elaphe guttatus", tem como nome comum "cobra-do-milho", devido às suas origens. É originária dos celeiros dos EUA, México e ilhas Caimão, onde caça ratos, não actuando como uma peste, mas sim ajudando os agricultores a controlar as colónias de roedores.
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13/02/2008
Pingüins-reis ameaçados na Antártida

Os pingüins-reis da Antártida correm o "sério risco" de virarem uma espécie em extinção, já que, a cada 0,26°C que a temperatura da superfície marítima sobe, a população adulta deles diminui em 9%. A informação é de um estudo publicado na revista norte-americana "Proceedings" of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Pesquisadores do Instituto Multidisciplinar Hubert Curien, ligado ao Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, descobriram que as aves marinhas são "indicadores sensíveis" das mudanças no ecossistema marinho e sofrem de forma ampliada os efeitos da mudança climática.
De acordo com estudo, o aquecimento global poderia obrigar os pingüins-reis a diminuirem suas necessidades nutritivas até um nível inferior da cadeia alimentar, em cujo topo eles se encontram.
O artigo diz que os cientistas estudaram a reprodução e a sobrevivência dos pingüins-reis das Ilhas Crozet, um arquipélago subantártico, por meio de marcações subcutâneas de identificação eletrônica. Segundo o estudo, o aquecimento do planeta afeta negativamente a procriação e a sobrevivência dos pingüins-reis adultos.
O aumento da temperatura dos mares afeta não só a oferta de alimentos perto da colônia de pingüins-reis das Ilhas Crozet como interfere no processo de acasalamento das aves.
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11/02/2008
Austrália diz ter provas para processar baleeiros japoneses
O Governo australiano dispõe de provas fotográficas para processar judicialmente os baleeiros japoneses que caçam cetáceos na Antártida, anunciou hoje o ministro do Meio Ambiente, Peter Garrett.
As fotografias feitas pelo navio «Ocean Viking», do Departamento das Alfândegas, mostram uma baleia-minke (anã) e a sua cria mortas a serem içadas na rampa de um navio baleeiro japonês.
«É muito decepcionante. É angustiante pensar que pode demorar apenas 15 minutos desde que um arpão atinge uma baleia até que ela morre e é ainda muito mais triste pensar que há uma cria envolvida», disse o ministro
«Defender que isto é de alguma forma científico é continuar com a mistificação que envolve esta questão desde o primeiro minuto», acrescentou Garrett.
O Japão pôs em marcha, em Novembro, o seu programa anual de captura de cetáceos «com fins científicos», embora a Comissão Baleeira Internacional tenha solicitado em Junho que parasse o programa, após uma resolução não vinculativa proposta pela Austrália.
Desde então, o Governo japonês tem colocado o «Ocean Viking» no encalce de navios baleeiros japoneses nas águas antárticas, para que possam ser julgados por um tribunal internacional.
Em Janeiro, um juiz australiano declarou ilegal a caça às baleias na reserva marítima da Austrália na Antártida, mas o Japão não reconhece a jurisdição australiana naquela área.
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Maioria dos japoneses aprova a pesca e o consumo de baleias

Sessenta e cinco por cento dos japoneses apóiam a pesca de baleias com objetivos "científicos", e 56% se declaram dispostos a comê-las, apesar das críticas à campanha de caça lançada pelo Japão na Antártica, segundo uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal Asahi.
Segundo a pesquisa, quase dois terços de japoneses (65%) aprovam que seu país prossiga com suas operações baleeiras "científicas" e 21% são contra.
O carácter "científico" da pesca é o argumento das autoridades japonesas para justificar a prática da pesca, que burla a moratória internacional imposta à pesca comercial desde 1986.
Além disso, 56% dos japoneses interrogados se disseram dispostos a comer carne de baleia, contra 26%.
Em sua maioria, os homens de idade são os que mais aprovam a pesca do mamífero e seu consumo, enquanto que as mulheres mais jovens são as que mais se opõem a isso.
A pesquisa foi realizada antes da difusão, por parte do governo australiano, de imagens onde se vê como uma baleia e seu filhote são mortos por pescadores japoneses no Antártico, onde a frota japonesa lançou há algumas semanas uma campanha para matar mil cetáceos antes de abril.
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26/01/2008
Corais em risco de extinção

Águas superficiais invulgarmente quentes no Atlântico sudoeste causaram em 2005 um número inusitado de 13 furacões de grande intensidade, com danos materiais e humanos muito elevados em toda a região das Caraíbas. Mas os prejuízos totais não foram apenas os visíveis. No fundo marinho, revelou ontem a União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla de língua inglesa), houve também nesse ano uma devastação sem precedentes nas populações de corais. Estas consequências são, afinal, uma terrível antevisão do que pode suceder a breve prazo se o aquecimento global não for travado, alertou aquela organização científica internacional, sublinhando que "é preciso agir para evitar a extinção dos corais no mar das Caraíbas".No âmbito do seu programa de investigação marinha, a IUCN avaliou há dois anos a saúde dos corais naquela região e o resultado não podia ser mais preocupante. Em certas zonas, numa faixa ao longo da Florida e junto às ilhas Caimão e Antilhas, morreu mais de metade da população de corais, chegando essa mortandade a atingir, em alguns pontos, os 95%. Nas ilhas Caimão, nomeadamente, a devastação nas colónias de corais bateu todos os recordes anteriores."Infelizmente, para as barreiras de coral, é muito provável que estas temperaturas excepcionalmente altas no oceano se repitam num futuro próximo", disse Carl Gustaf Lundin, que dirige o programa de investigação marinha da IUCN na apresentação do estudo sobre os corais, sublinhando que "quando isso voltar a acontecer, as consequências serão ainda mais severas". E deixou o alerta: "Se não fizermos alguma coisa em relação às alterações climáticas, as barreiras de coral não viverão muito mais tempo." O relatório, que mostra uma devastação de 95% dos corais em algumas zonas devido ao aumento da temperatura do oceano, lança também um alerta sobre a situação das barreiras de coral a nível global.
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22/01/2008
Atitude de animais pode ajudar na carreira, diz pesquisa

Uma pesquisa americana sugere que imitar o comportamento de macacos pode ser a chave para obter sucesso na carreira profissional.
O estudo, conduzido por uma equipe de pesquisadores de vários países e publicado na última edição da revista New Scientist, comparou a selva com o ambiente de trabalho e indica que as atitudes tomadas pelos primatas para sobreviver na vida selvagem podem também ajudar quem quer a evoluir na carreira.
Os pesquisadores fizeram experiências com macacos e chimpanzés e delas tiraram cinco “regras de selva” que podem ser aplicadas no dia-a-dia do trabalho.
Os especialistas acreditam que a reconciliação reduz o estresse ao mesmo tempo em que reduz as chances de futuros desentendimentos.
Jogar limpo
A quarta lição a ser aprendida com os macacos é saber jogar limpo e não “ganhar os louros” de um trabalho feito em equipe.
Nas experiências com os primatas, os pesquisadores retribuíram um macaco com uma uva enquanto o outro recebeu um pedaço de pepino por ter feito exatamente o mesmo trabalho.
“Não há nada mais revoltante do que descobrir que o colega recebe todos os créditos por um trabalho feito pela coletividade. É uma situação injusta que e semeia um ambiente de desarmonia”, diz a pesquisa.
E por último, a quinta regra da selva estipula que é preciso ser um bom chefe.
Segundo os especialistas, primatas que se sentem agredidos por seus superiores manifestaram altos níveis do hormônio do estresse, o corticosteróide, o que pode levar a problemas de saúde, como pressão alta.
Ser um bom chefe é saber “ter equilíbrio entre liderança e motivação da equipe”, indica o trabalho.
A primeira delas, afirmam os especialistas, é saber trabalhar em equipe. As experiências com macacos mostraram que eles normalmente trocaram favores para atrair a simpatia e obter algo em retorno no futuro.
Como exemplo, os especialistas citaram chimpanzés que dividem a comida com os outros em retorno de seu apoio em possíveis brigas. Os pesquisadores ainda citaram os macacos que coçam as costas dos outros, esperando o mesmo em troca.
“Para ir em frente no emprego, é preciso cultivar fortes alianças no trabalho, dar assistência e pedir favores quando é preciso”, afirma a pesquisa.
Amigo do chefe
A regra número dois estipula que mesmo que seja importante contar com a simpatia dos colegas, mais primordial ainda é ser aliado do chefe.
Testes com chimpanzés mostraram que primatas que gastam mais tempo alisando os superiores contam com seu apoio em possíveis disputas.
As pessoas também podem aprender com o reino animal sobre o valor de não guardar rancores. E está é a terceira regra. Os chimpanzés geralmente se beijam e abraçam após uma briga, enquanto golfinhos se esfregam e cabras roçam os focinhos.
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19/01/2008
Costa Rica se declara santuário para baleias e golfinhos
Proíbe-se qualquer atividade humana no santuário, que tenda a perseguir, capturar, ferir, matar, trasfegar, ou comercializar essas espécies nas águas jurisdicionais da Costa Rica, salvo o estabelecido nos Convênios Internacionais devidamente ratificados", especifica o decreto sancionado pelo presidente Oscar Arias e pelo ministro do Meio Ambiente, Roberto Dobles.
A lei busca dar proteção às populações de cetáceos ao longo de seus ciclos de vida, mas especialmente durante a etapa de acasalamento e cria. Promove também a pesquisa científica sobre essas espécies marinhas. Segundo estudos recentes, há hoje, na Costa Rica, cerca de 35% das espécies classificadas em nível mundial.
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