Queimadas aumentam o efeito estufa

O fogo aquece mais do que se imaginava. De acordo com um artigo publicado na edição de semana passada da revista Science, o efeito do fogo nas mudanças climáticas globais é mais profundo do que se acreditava e deve ser encarado com preocupação ainda maior do que a atual.

O artigo aponta o que a ciência sabe e o que desconhece a respeito do impacto do fogo na biodiversidade, clima e reservas de carbono do planeta e destaca que as queimadas ligadas ao desflorestamento são responsáveis por cerca de 20% do aquecimento global promovido pela ação do homem.

O total pode aumentar em pouco tempo. Está muito claro que o fogo é um catalisador primário das mudanças climáticas globais. O artigo que escrevemos é um chamado à ação para que os cientistas investiguem e avaliem melhor o papel do fogo no sistema terrestre, disse Thomas Swetnam, da Universidade do Arizona, um dos autores.

O texto é assinado por um grupo internacional de pesquisadores, entre eles Paulo Artaxo, professor titular e chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, coordenador do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) e ex-coordenador da área de geociências da Fapesp.

Os autores apontam que todos os episódios de queimadas e incêndios combinados liberam na atmosfera uma quantidade de dióxido de carbono equivalente à metade de tudo o que deriva da queima de combustíveis fósseis.
Os cientistas alertam que a capacidade do homem de lidar com o fogo pode cair no futuro, à medida que as mudanças climáticas alteram padrões de queimadas e incêndios.

O risco, entretanto, é difícil de avaliar, uma vez que os fogos estão ainda precariamente representados em modelos climáticos globais.

Mas eles ressaltam que, na última década, incêndios de grande dimensão e difíceis de controlar ocorreram em todos os continentes em que há vegetação disponível, independentemente dos programas de combate a tais episódios desenvolvidos em diversos países.

"O fogo é obviamente uma das principais respostas às mudanças climáticas, mas ele não é apenas isso, ele retroalimenta o aquecimento, que alimenta mais fogos", disse Swetnam. A fuligem liberada na atmosfera também contribui para o aquecimento.

Quando a vegetação queima, a quantidade de dióxido de carbono liberado aumenta o aquecimento global.

Quanto mais incêndios e queimadas, mais dióxido de carbono é liberado e mais aquecimento é promovido. E, quanto mais elevadas as temperaturas no planeta, maiores são as chances de se ter mais fogo.

Os autores pedem que iniciativas como o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) reconheçam a importância do fogo nas mudanças climáticas e o integrem mais adequadamente em modelos e relatórios futuros.
"O fogo é tão elementar como o ar e a água. Nós vivemos em um planeta de fogo. Somos uma espécie do fogo. Ainda assim, seu estudo tem sido muito fragmentado. Sabemos bastante sobre o ciclo do carbono e do nitrogênio, mas muito pouco sobre o ciclo do fogo", disse Jennifer Balch, do Centro Nacional para Análises e Sínteses Ecológicas em Santa Bárbara, Estados Unidos.


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Príncipe Charles acusado de vender produtos que destroem floresta

Essa e uma noticia muito importante,pois como sabem o principe sempre que pode critica nos brasileiros de não termos competencia para tomar conta da Amazônia.


Um jornal britânico acusa hoje o príncipe Charles da Inglaterra de ser inconsequente por dar lições por todo o mundo sobre proteção da natureza, enquanto uma empresa de sua propriedade vende produtos que contêm um ingrediente que destrói a floresta tropical.
O jornal "The Independent", que lança essa acusação, refere-se concretamente ao óleo de palma, utilizado em cinco produtos da marca Duchy Originals de produtos biológicos, de propriedade do herdeiro ao trono.


Nos últimos meses, Charles foi ao Amazonas e à Indonésia para dar lições a políticos, empresários e ao público em geral sobre a urgência de salvar a floresta tropical, cuja rápida destruição ameaça a biodiversidade e o clima do planeta.


Há dois anos, o primogênito de Elizabeth II criou o Rainforest Project (Projeto Floresta Tropical) com o apoio de 18 empresas, do Goldman Sachs ao McDonald's, para lutar contra o desmatamento, lembra o jornal.


Vários grupos ambientalistas, como Greenpeace, WWF e Amigos da Terra, expressaram sua preocupação pela destruição das selvas de Sumatra e Bornéu em benefício das plantações para o óleo de palma, que é cultivado também em Papua Nova Guiné e Colômbia.


O "Independent" publicou um relatório que revela a presença desse tipo de óleo em 43 grandes marcas de produtos vendidos no Reino Unido, entre elas a do príncipe Charles, que o utiliza em biscoitos, sopas e bolos.


No entanto, um porta-voz da empresa do príncipe defendeu essas práticas ao indicar que só cinco de um total de mais de 200 produtos diferentes contêm óleo de palma, que é usado "em pequenas quantidades" e só "se não houver alternativa".

Hoje é o dia da terra!

Hoje é um dia em que não temos o que comemorar,mas sim um dia para um exame de conciencia de todos, cada dia que passa, parece que o homem,quer destrui-la,com algumas exeções os governos não tomam uma atitude seria para que o planeta volte a ser mais saudavel,o que se vê é muita retorica e pouca ação,precisamos pressionar nossos politicos para que nossos filhos e netos consigam usufruir de uma vida melhor que tenham um ambiente limpo,para que a humanidade continue esse milagre que é a vida

Paraná proibe descarte de pilhas e baterias

Agora é lei. O governador Roberto Requião sancionou no início do mês a norma que proíbe o descarte de pilhas, lâmpadas fluorescentes, baterias de telefone celular e demais artefatos que contenham mercúrio em lixo doméstico ou comercial. O projeto, de autoria do então deputado estadual Edgar Bueno, ainda determina multa para os estabelecimentos que descumprirem a lei.O texto não explica como a regra se aplica ao cidadão comum que for flagrado descartando o material em local proibido. Mas diz que os produtos ''deverão ser separados e acondicionados em recipientes adequados'', sendo proibido tanto o descarte em depósitos públicos, como a incineração.A lei é mais dura com as empresas. Todos os estabelecimentos que revendem os produtos são obrigados a disponibilizar aos consumidores o serviço de recolhimento. Um recipiente, em local visível, com a indicação de que é destinado para recolher produtos que contenham metais pesados, deverá ser mantido a disposição dos clientes.Já os fabricantes e seus representantes comerciais serão responsabilizados pela adoção de mecanismos adequados para a reciclagem ou destinação final, sem causar prejuízo ambiental. O valor da multa para estabelecimentos que descumpram os termos é de 500,00 UFIRs. O dobro em caso de reincidência.A fiscalização da norma ficará a cargo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Segundo Laerty Dudas, coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, uma reunião com os fabricantes e revendedores será realizada para cobrar o planejamento da logística reversa dos materiais. "O maior problema são as pilhas e baterias piratas. Além de conter muito mais mercúrio, não temos de quem cobrar a responsabilidade".

Campanha “Proteja seu Anjo da Guarda”! os Bugios

A febre amarela é uma doença causada por um vírus que é transmitido por mosquitos. Ela tem provocado a morte de algumas pessoas e de muitos bugios em uma extensa área do Estado do Rio Grande do Sul. Ao contrário da maioria das pessoas, os bugios são extremamente sensíveis à doença, morrendo em poucos dias após contraí-la. Esses macacos já estão ameaçados de extinção no Estado devido à destruição de seu hábitat natural, as florestas, e à caça. Infelizmente, eles também estão sendo vítimas da doença e da falta de informação da população. Inúmeros relatos indicam que habitantes das regiões de ocorrência do bugio-preto e do bugio-ruivo estão matando os animais por medo do avanço da doença. Além de tornar mais crítico o estado de conservação desses animais, essa atitude é extremamente prejudicial para o próprio homem. A morte de bugios por febre amarela alerta os órgãos de saúde sobre a circulação do vírus na região e estes promovem campanhas de vacinação da população humana, como se tem observado em quase 200 municípios do Estado. O Ministério da Saúde considera esses macacos como importantes “sentinelas”. Os bugios são nossos “ANJOS DA GUARDA”! Se eles forem mortos pelo homem, descobriremos que a febre amarela chegou a determinada região apenas quando as pessoas começarem a contrair a doença. Além de NÃO transmitirem à doença para o homem, os bugios NÃO são os responsáveis pelo rápido avanço da doença no Estado. Eles são as principais vítimas. Especialistas acreditam que o avanço da febre amarela no Rio Grande do Sul tem sido facilitado pelo deslocamento de pessoas infectadas ou pela dispersão dos mosquitos transmissores ou outro hospedeiro. Pergunta-se: Você mataria o seu anjo da guarda?

Dr. Júlio César Bicca-Marques Professor Titular Grupo de Pesquisa em Primatologia Faculdade de Biociências/PUCRS
Coordenador, PPG Zoologia Laboratório de Primatologia Departamento de Biodiversidade e Ecologia Faculdade de Biociências Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Como salvar o Ártico do degelo


Uma redução de 70% das emissões dos gases causadores de efeito estufa e, sobretudo, do CO2, no século XXI, seria suficiente para salvar as geleiras do Ártico e evitar as consequências mais desastrosas do aquecimento global, revela um estudo divulgado nesta terça-feira.
Com isso, o aquecimento no Ártico seria reduzido quase pela metade, ajudando a preservar a pesca e as populações de pássaros marinhos e de animais polares, como os ursos brancos, em especial, no norte do Mar de Bering, avaliam os pesquisadores.

Embora a temperatura vá continuar a aumentar, os aspectos potencialmente mais perigosos da mudança climática - como o derretimento da calota polar, a redução do permafrost e a elevação do nível dos oceanos - poderão ser evitados, em parte, explica o principal autor do estudo, Warren Washington, pesquisador no National Center for Atmospheric Research (NCAR).

A pesquisa, financiada pelo Departamento americano de Energia, será publicada na semana que vem nas Geophysical Research Letters.

"Esses trabalhos mostram que nós não podemos mais evitar um aquecimento significativo do planeta no século XXI", ressalta Washington, que se baseou em vários modelos informáticos.

"Mas se o mundo conseguir reduzir as emissões dos gases que causam o efeito estufa nessa proporção (70%), poderíamos estabilizar a ameaça apresentada pela mudança climática e evitar uma catástrofe", insiste.

A temperatura média do globo subiu quase 1°C desde a Era pré-industrial (meados do século XIX). Esse aquecimento resulta, principalmente, dessas emissões e, de forma mais específica, do dióxido de carbono (CO2), lembra o trabalho.

Parana em ação recolhe lixo eletronico


O Paraná em Ação lançou campanha de arrecadação de lixo eletrônico, para ser utilizado nas oficinas de robótica, da feira de serviços gratuitos, que acontece no próximo final de semana (17 a 19), no Ginásio para Deficientes em Ponta Grossa. Todo material será arrecadado nos dias e local do evento.
Essa é a oportunidade para as pessoas se livrarem de velhos computadores, mouses, teclados, impressoras e outros equipamentos como telefones fixos, fax e celulares, carregadores, aparelhos e fitas de vídeo, CDs, DVDs videogames, toca-discos, torradeiras, liquidificadores e batedeiras.
As oficinas serão dadas pelo engenheiro civil Maurício Beltrão Fraletti, responsável há 6 anos pelo Projeto Robótica sem Mistérios - Um Desafio para Futuros Campeões. "Nossa intenção é mostrar que nem tudo que é velho é lixo e deve ser reutilizado, com nossas próprias experiências. Se você despertar sua criatividade e for persistente poderá realizar, a partir do lixo, um projeto ou protótipo e ainda fazer arte com ciência, inovação e preocupação com o meio ambiente", enfatiza.

O que fazer com a casca do coco verde !


Ontem fui conhecer o novo Parque do Povo em SP, pois apesar de ser paulistano não estou mais residindo em São Paulo e acabo virando turista na minha propria cidade,ao sair estava aquele calor paulista que a muito deixou de ser prazeiroso,resolvi tomar uma agua de coco para refrescar,ao chegar na banca me deparei com aquele tambor cheio de coco verde descartado,perguntei ao abridor de coco o que ele fazia com aquelas sobras me disse então que ia para o lixo comum,fiquei pensando se não haveria um fim mais nobre para fruto tão refrescante ,ao chegar em casa sentei-me ao meu lap top fui direto a pesquisa do Google e logo descobri que a EMBRAPA ja tinha pensado sobre isso.

Responsável por 70% do volume do lixo em cidades do litoral brasileiro, a casca do coco verde vai passar a ser reaproveitada em Fortaleza, num projeto da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) financiado pelo Banco Mundial, para preservar uma das espécies vegetais ameaçadas de extinção no país, a samambaiaçu.


Fonte de onde se extrai o xaxim, para a fabricação de vasos e ornamentos com flores, a samambaiaçu é uma planta herbácea que se assemelha a uma palmeira, mas que demora entre 50 e 100 anos para atingir um metro. Por causa de sua extração indiscriminada para a utilização na jardinagem e na floricultura, foi incluída pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) na lista das espécies em extinção.

Ao se transformar a casca do coco verde em pó e fibras, após processamento, espera-se que ela possa substituir o xaxim, hoje ainda retirado da mata atlântica. A pesquisa para a reciclagem da casca do coco verde levou cinco anos para ser concluída e foi motivada pelo grande volume de cascas que se acumula nos lixões das cidades litorâneas, sem um destino alternativo.

Segundo a pesquisadora Morsyleide Freitas, da Embrapa, na época do verão, no Rio de Janeiro, por exemplo, as cascas de coco verde representam 80% do lixo. "Outra dificuldade é que cada casca demora de oito a dez anos para se decompor, o que agrava ainda mais a situação." Com o projeto, será construída uma usina para a transformação da casca do coco, que tem de ser triturada até se transformar em pó e fibras. A meta do projeto é que 15 mil toneladas da casca sejam processadas na usina.

Além de substituir a samambaiaçu na jardinagem, a casca também poderá ser utilizada como composto orgânico e substrato agrícola. Em todo o país, o plantio de coco verde ocupa uma área de 57 mil hectares, com uma produção de 6,7 milhões de toneladas de cascas por ano. "A idéia é que, com a experiência de Fortaleza, o projeto possa ser levado a outros lugares, gerando emprego e renda e reduzindo o problema do lixo", disse a pesquisadora.

O projeto conseguiu o apoio financeiro do Banco Mundial numa disputa em que concorreram outros 2.726 projetos de todo o mundo. A reciclagem da casca de coco foi escolhida ao lado de outras 39 idéias. Segundo Freitas, a implantação do projeto deverá ser iniciada em fevereiro.


fonte :
setorreciclagem

Projeto quer recuperar parte da mata atlantica



Uma parceria entre ONGs,empresas privadas,Institutos de Ensino e governo quer recuperar 12% da área original da Mata Atlantica em São Paulo e melhorar os cuidados em 40.000km2 ja preservados.O consorcio quer incentivar propríetarios de terra a cumprir com rigor o codigo flôrestal,com incentivos,como creditos de carbono e permissão de manejo sustentável da floresta em regiões replantadas.Restam apenas 7,3% da mata Atlantica no Brasil,além dos 14% localizados em áreas degradadas.O pacto prevê restaurar mais 10% chegando a quase um terço da área original até 2050

Natureza