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16 de fev de 2009

O grande lixão do Pacifico



Existe num ponto do Oceano Pacífico uma imensa sopa de detritos chamada de A Grande Mancha de Lixo, que simboliza como nenhum outro fenômeno o impacto devastador da ação humana sobre os mares do planeta. A 2.000 quilômetros do litoral do Havaí, entre o arquipélago e a Califórnia, ela constitui o maior dos depósitos marinhos de lixo. Ali, pedaços de plástico, restos de redes de pesca, roupas, garrafas e uma infinidade de detritos produzidos pelo homem superam em seis vezes o peso total dos zooplânctons, os organismos minúsculos que estão na base da cadeia alimentar marinha. São 3 milhões de toneladas de lixo, uma quantidade que São Paulo leva seis meses para produzir.
Como a biologia e a ecologia cansaram de demonstrar, para sobreviverem e prosperarem, os animais marinhos dependem de nichos ecológicos ricos em alimentos e biodiversidade. Os recifes de corais, verdadeiros viveiros marinhos, são um exemplo bem conhecido. Quando a ação predatória da humanidade avança sobre esses nichos de biodiversidade ou depreda os estoques de peixes comerciais, está colocando em risco a cadeia alimentar marinha.
Os oceanos são imensos – mas, como aponta uma reportagem da edição desta semana de VEJA, o ritmo da poluição causada pela ação humana é intenso, e não pode mais ser ignorado. A face mais conhecida da sujeira lançada ao mar são os 4,5 milhões de toneladas de petróleo que vazam por ano nos oceanos. Além disso, são despejadas 675 toneladas de resíduos sólidos por hora no mar – e 70% desse total é constituído de objetos feitos de plástico. Esses lixões são devastadores para a vida marinha.
Praias sujas – Mesmo quando não há sequer uma garrafa pet à vista à beira-mar, não existe praia limpa: em todo o mundo, entre 5% e 10% da areia litorânea é formada por pellets – bolinhas de meio centímetro de diâmetro que servem de matéria-prima para a indústria de plásticos. Ingeridos por peixes, crustáceos e moluscos, esses pellets afetam a alimentação humana.
Além da poluição a vida marinha ainda está ameaçada por três outros fatores de igual gravidade: a pesca desenfreada de peixes e frutos do mar; o aquecimento global; e a acidificação da água dos mares.


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