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6 de jan de 2008

China fará seu primeiro censo sobre fontes de poluição ambiental em fevereiro

A China, um dos maiores emissores de gases que intensificam o efeito estufa, iniciará a primeira investigação de sua história sobre as causas de sua poluição em fevereiro, informou hoje o jornal "China Daily".

No primeiro semestre do ano vão ser compilados os dados que serão analisados pelos próximos seis meses, e o censo tem como objetivo controlar a deterioração do meio ambiente da maior economia emergente do mundo.

Os resultados do estudo serão examinados e aprovados em 2009, anunciou a Administração Estatal de Proteção Ambiental.

A entidade decidiu em outubro iniciar o plano depois que vários especialistas protestaram pela falta de crédito das estatísticas chinesas, manipuladas em muitas ocasiões por Governos locais para evitar ser multados.

Neste sentido, a administração anunciou que o objetivo do estudo não é punir ninguém, de modo que espera obter dados mais confiáveis.

Como parte do censo, Pequim iniciou a coleta de dados na sexta-feira, com uma equipe de sete mil voluntários que investigarão 82 mil fontes de poluição industrial, agrícola e residencial na sede das Olimpíadas de agosto.

O desenvolvimento econômico do país mais povoado do mundo causou uma grave deterioração ao meio ambiente, com a maior parte de seus rios e costas poluídos, um avanço da desertificação e um ar cada vez mais tóxico com um conseqüente aumento do câncer.

A China é o maior emissor de dióxido de enxofre do mundo, suas emissões de dióxido de sulfureto em 2005 foram 27,8% mais altas que em 2000, e a agência ambiental holandesa indicou em 2007 que o país seria o principal emissor de dióxido de carbono, superando os Estados Unidos.

Cerca de 26% das águas superficiais da nação são totalmente inutilizáveis, 62% não podem ser usadas para a pesca e 90% de seus rios estão poluídos ao passar por zonas urbanas.

Nos últimos anos, a quarta maior economia do mundo tem culpado os países industrializados da mudança climática, e embora defenda sua posição de nação em desenvolvimento para evitar compromissos, está adotando medidas em nível nacional após muitos escândalos ambientais.

Na Conferência da ONU sobre Mudança Climática realizada em dezembro em Bali (Indonésia), China e Índia se comprometeram pela primeira vez a tomar medidas para reduzir suas emissões em troca de os países mais industrializados transferirem tecnologia aos emergentes para facilitar isso.
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