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16 de dez de 2007

Bali: Redução de gases ficou aquém das expectativas - Quercus

A Quercus considerou hoje que a Conferência de Bali ficou aquém no que toca à redução de emissões no longo prazo, dado que as metas iniciais eram de redução de 50 por cento entre 2000 e 2050.

Em comunicado, a associação ambientalista refere ainda que os números iniciais apontavam para uma redução de entre 25 e 40 por cento das emissões dos países industrializados entre 1990 e 2020 e que o texto final da conferência remeteu todos estes números através de uma nota de rodapé para as conclusões do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas onde estes dados estão claramente identificados.

A Quercus congratula-se porém com o facto de a conferência ter conseguido iniciar um processo formal e interligado entre os países da Convenção das Alterações Climáticas e os países que ratificaram o Protocolo de Quioto através do Grupo de Trabalho ad-hoc da convenção sobre Acção Cooperativa de Longo Prazo e ter estabelecido o ano de 2009 como meta para o fim do processo negocial para definir o quadro pós-2012.

Relativamente às áreas de adaptação e transferência de tecnologia, a Quercus considera ainda que os resultados de Bali foram aceitáveis e que a redução de emissões pela desflorestação e degradação da floresta e da alteração do uso do solo e floresta ficaram separadas, o que de forma global também é positivo.

Para a Quercus, a Conferência de Bali constituiu uma «derrota» para a administração norte-americana, que pretendia abrir um processo paralelo juntamente com as maiores economias mundiais, mas o texto final é «ambíguo» e «abre caminho» a vias potencialmente perigosas que precisam de ser corrigidas nos próximos dois anos.

A associação ambientalista congratula-se ainda com a «postura proactiva» que os países do G7 + China (países em desenvolvimento), nomeadamente da China, assumiram na conferência de Bali, e considera que a equipa negocial portuguesa que assumiu a coordenação das posições da União Europeia «cumpriu as expectativas, interagiu dentro do desejável com as organizações não governamentais europeias e com a Quercus, tendo a nível ministerial sido desisivo a sua acção nas últimas horas de negociação e na pressão interna e externa que colocou para um desenlace possível desta reunião».

fonte: Diário Digital / Lusa
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