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11 de nov de 2007

Poluição dos navios pode matar 80 mil pessoas


foto:mongabay

Revela um estudo da Sociedade Americana de Química

A poluição dos navios nas costas marítimas pode provocar anualmente a morte mais de 80.000 pessoas na Europa, Ásia e Estados Unidos em 2012, indica um estudo da Sociedade Americana de Química, escreve a Lusa.

Pelo menos 60 mil pessoas, que viviam perto das costas marítimas por onde passam as rotas mais importantes de navios, morreram com complicações pulmonares ou cardíacas, resultantes das elevadas emissões de sulfatos dos navios em 2002, segundo estudo da Sociedade Americana de Química.

O estudo indica que a Ásia Oriental e o Sul da Ásia foram as zonas com um número mais elevado de mortes, representando um quarto do impacto global.

Com o comércio marítimo internacional a aumentar e a ausência de regulamentação sobre as emissões de fumos dos navios, o número de mortes pode aumentar até 82 mil pessoas anualmente em 2012, indica o mesmo estudo, a publicar no ACS journal, Environmental Science & Technology do próximo mês.

O combustível queimado dos navios é, hoje em dia, das emissões mais poluídas no planeta, contendo duas mil vezes mais sulfato do que as emissões de uma auto-estrada nos Estados Unidos ou na Europa.

A poluição de camiões ou autocarros foi reduzida em 90 por cento nas últimas décadas, mas as emissões de navios, que utilizam o mesmo tipo de tecnologia energética, subiram sem qualquer acompanhamento.

O estudo foi conduzido pelas associações Clean Air Task Force e Friends of the Earth International, que estão a negociar com a Organização Marítima Internacional novos regulamentos para reduzir as emissões poluentes dos navios.

A redução da poluição pode passar pelo abrandamento da velocidade dos navios perto das costas habitadas e a utilização de combustível menos poluente quando se aproximam dos portos.

Alguns portos, como o de Roterdão e o Los Angeles, já impuseram as suas próprias restrições na emissão de fumos poluentes dos navios à entrada nas suas águas.

Os investigadores estudaram as emissões de sulfatos e óxido nitroso e a forma como estas se alastravam para a terra.

Com base nestes elementos, aos quais juntaram informação demográfica como a densidade populacional, isolaram as zonas onde existiam maior risco de morte por doenças cardiopulmonares e cancro do pulmão, resultantes da exposição a estas emissões poluídas.

fonte:Portugal Diario
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