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9 de nov de 2008

Este ano houve aumento na Camada de Ozônio

Utilizando dados coletados pelo satélite AURA, cientistas da Nasa confirmaram que buraco na camada de ozônio sobre a Antártica atingiu seu tamanho máximo anual em 12 de setembro de 2008, totalizando 27.1 milhões de quilômetros quadrados. A área foi calculada através do instrumento OMI (Ozone Monitoring Instrument - Instrumento de Monitoramento de Ozônio), a bordo do satélite.

Apesar do gigantesco tamanho, três vezes maior que o território brasileiro, o buraco na camada é considerado "moderado" pelos cientistas da agência americana. De acordo com as estatísticas, o valor medido este ano é o quinto maior já registrado na Antártida, 2.5 milhões de quilômetros quadrados maior que o de 2007.

O maior buraco já registrado foi medido no ano de 2006, quando a falha atingiu 27.7 milhões de quilômetros quadrados.


A Camada de Ozônio é uma concentração de gás ozônio situada na alta atmosfera, entre 10 e 50 Km da superfície da Terra. Ela funciona como um filtro solar, protegendo todos os seres vivos dos danos causados pela radiação ultravioleta do Sol. A absorção do UV-B por essa espécie de escudo cria uma fonte de calor, desempenhando um papel fundamental na temperatura do planeta.

Mas algumas substâncias produzidas pelo homem, como os gases CFCs ( utilizados durante anos em geladeiras, condicionadores de ar, sprays etc), vêm atacando essa camada protetora, levando a uma diminuição desse filtro. O resultado é que uma quantidade muito maior de raios UV-B está chegando à Terra.

A redução da Camada de Ozônio provoca efeitos nocivos para a saúde humana e para o meio ambiente.

Nos seres humanos, a exposição a longo prazo ao UV-B está associada ao risco de dano à visão, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento do câncer de pele.

Os animais também sofrem as consequências com o aumento do UV-B. Os raios ultravioletas prejudicam os estágios iniciais do desenvolvimento de peixes, camarões, carangueijos e outras formas de vida aquáticas e reduz a produtividade do fitoplâncton, base da cadeia alimentar aquática.
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