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31 de out de 2007

Ecologia, Paz e Estilos de Vida

Estamos num momento crítico da história da Terra – adverte a Carta da Terra –, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro: ou nos comprometemos todos a cuidar da Terra e uns dos outros, ou pomos em risco a nossa existência e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais nos nossos valores, instituições e modos de vida.
As alterações climáticas inerentes ao aquecimento global representam hoje, de acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano 2006, aquilo que poderemos considerar uma ameaça sem paralelo ao desenvolvimento humano. Para uma larga percentagem da população mundial residente nos países em desenvolvimento, as previsões relativas às alterações climáticas apontam para uma menor garantia de meios de subsistência, uma maior vulnerabilidade à fome e à pobreza, um agravamento das desigualdades sociais e uma maior degradação ambiental.


Tudo isto provocará um impacto negativo na luta contra a pobreza e na concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, através dos quais os 189 Estados Membros das Nações Unidas, se comprometeram, até 2015, a reduzir a pobreza e a criar um mundo mais sustentável. Inevitavelmente quem já é pobre sentirá mais os efeitos negativos das alterações climáticas.


Somos quase 6 mil milhões de habitantes neste planeta, que é a nossa casa comum: 1,2 mil milhões de nós sobrevivem em condições de extrema pobreza, isto é, vive com menos de um dólar por dia; 6,3 milhões de crianças morrem de fome por ano e há 842 milhões de pessoas subnutridas no mundo; cerca de 115 milhões de crianças não vão à escola e há 876 milhões de iletrados; 13 milhões de crianças morrem antes dos 5 anos de idade devido a causas que poderiam ser evitadas; 2 mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso a fontes de energia e mil milhões não têm acesso a água potável; 15% da população mundial vive nos países ricos, embora sejam responsáveis por 50% das emissões de carbono no mundo e 20% da população mundial consome 80% dos recursos do nosso planeta.


Se, no mundo globalizado em que hoje vivemos, tudo está interligado, então, do mesmo modo, os nossos estilos de vida e as escolhas que fazemos, ou deixamos de fazer, sobre alimentos, energia, comércio, transportes, etc., afectam a vida de outras pessoas e da própria Terra. É necessário e urgente, pois, questionar e repensar os nossos estilos de vida e comportamentos individuais e familiares e procurar alternativas para um futuro sustentável. É necessário e urgente encontrar estilos de vida responsáveis e sustentáveis, que, em contraste com o domínio da lógica económica e do consumismo, “tenham como objectivo respeitar a criação e as reais exigências do desenvolvimento sustentável dos povos, levando em consideração o destino universal dos bens” (Bento XVI).

fonte:Eclesia
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