Mostrando postagens com marcador poluição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poluição. Mostrar todas as postagens

Banhistas protestam contra praia poluída em Ubatuba-SP



Munidos de penicos e escovas de limpar vasos sanitários, cerca de 500 banhistas, entre moradores e turistas, realizaram hoje em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, uma manifestação para protestar contra a poluição da Praia de Itamambuca, uma das mais badaladas do Estado e paraíso dos surfistas, que, pela primeira vez na história, está imprópria ao banho, de acordo com análise feita pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

Os manifestantes reuniram-se no canto direito da praia, por onde o esgoto atinge o mar. Os banhistas afirmam que a contaminação é proveniente do despejo direto de dejetos nas águas do Rio Itamambuca, que deságua na praia, resultado da ocupação irregular das margens ao pé da Serra do Mar. Sob os gritos de "Xô, cocô", portando cruzes, cartazes, faixas e até um excremento inflável gigante, o "penicaço" percorreu todo o trecho da praia para chamar a atenção dos turistas e órgãos ambientais à questão, no feriado prolongado de Tiradentes. A praia está imprópria desde o dia 2.

"Nossa intenção é chamar a atenção das autoridades, pois percebemos que há um jogo de empurra-empurra entre a prefeitura e o Estado para resolver a questão", afirma a jornalista Regina Teixeira, de 42 anos, moradora da praia e voluntária do Movimento Salve Itamambuca, idealizado por uma entidade que se auto intitula Indivíduos Não-Governamentais (INGs).

O presidente da Sociedade Amigos de Itamambuca (Sai), Luiz Paulo Horta de Siqueira, diz que a mobilização continuará. "Vamos protestar até que haja vontade política para resolver o problema. Queremos ações práticas, pois isso já vem ocorrendo há cerca de 20 anos nas outras praias de Ubatuba." A entidade distribuiu panfletos na entrada da praia alertando os turistas sobre os riscos de contaminação.

Secretário

O secretário municipal de Turismo de Ubatuba, Luiz Felipe Azevedo, acompanhou a manifestação. "A poluição da praia está sendo extremamente prejudicial ao turismo de Ubatuba, principalmente Itamambuca, que é uma das mais procuradas." Ele declarou que a prefeitura está "engajada na luta" e que agendará uma audiência com o secretário estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano, para tentar reverter a situação.

Poluição reduz fragrância das flores e impede polinização, diz estudo


WASHINGTON - A poluição proveniente de usinas de energia e automóveis destrói a fragrância das flores e impede a polinização, segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos.

Em um relatório sobre a pesquisa publicado na quinta-feira pela revista "Atmospheric Environment", os cientistas assinalam que esse efeito dos poluentes explicaria a redução das povoações de insetos polinizadores, que se alimentam do néctar das flores, em várias partes do mundo. Esta redução começou a afetar há alguns anos especialmente abelhas, besouros e borboletas, segundo outros estudos.

- As moléculas aromáticas que produziam as flores em um ambiente menos poluído, como há um século, podiam se estender por cerca de 1.000 ou 1.200 metros de sua fonte. - assinalou José Fuentes, professor de ciências ambientais da Universidade da Virgínia.

- No entanto, no ambiente poluído das grandes cidades, não passam de 200 ou 300 metros. Isto faz com que os insetos encarregados da polinização tenham cada vez mais dificuldade para localizar as flores - acrescentou.

O resultado é um círculo vicioso no qual os polinizadores lutam para encontrar alimento para manter sua população. Ao mesmo tempo, as plantas que florescem não conseguem a polinização que precisam para se reproduzir e se diversificar, indica o estudo.

Os cientistas criaram um modelo matemático para determinar o deslocamento do aroma das flores com o vento. Segundo manifestam em seu relatório, as moléculas aromáticas das flores são muito voláteis e se fundem rapidamente com os poluentes. Isto significa que em vez de se deslocar intactos sobre longas distâncias, seu aroma se altera e transforma sua essência.

O experimento demonstrou que a poluição destrói o aroma das flores em 90%, em comparação com os períodos anteriores aos automóveis e à indústria pesada, indicou Fuentes.

Pedaço de uma peça de metal cai do espaço perto de operário na Bélgica


Esta peça acima caiu do espaço a menos de 15 dias

Um fragmento muito quente de metal de cerca de cinco quilos, possivelmente vindo do espaço, caiu hoje a poucos metros de um operário de uma siderúrgica belga, que saiu ileso, informou a rede privada de televisão "VTM".

Devido à alta temperatura que tinha ao cair, o objeto deve ter vindo de uma grande altura e proceder de um satélite ou de um avião, estimam os bombeiros da localidade de Bree, no nordeste da Bélgica, onde fica a siderúrgica.


As autoridades estão analisando o objeto para descobrir se é radioativo.
Saiba mais : Lixo Espacial

Lixo espacial



É isso mesmo todos esses pontinhos brancos são de satelites
desativados e outros objetos colocados pela mão do homem

Arte chama a atenção para poluição no rio Tiete


O artista, que em 2004 colocou, sem autorização, uma âncora no barco do Monumento às Bandeiras, inaugura nesta quarta-feira seu trabalho mais recente e impactante, formado por 20 esculturas de garrafas de 10 metros, espalhadas em 1,5 km das margens do rio Tietê, da ponte do Limão à da Casa Verde.

Outros projetos inéditos de Srur prometem chamar a atenção dos paulistanos, incluindo uma intervenção no Masp e a instalação de salva-vidas em 15 monumentos públicos, como a estátua de Borba Gato, na zona sul da cidade.

As esculturas infláveis do Tietê, que serão iluminadas por dentro das 18h às 21h até fim de maio, imitam as garrafas de plástico conhecidas como "pet" e que são facilmente detectadas no meio dos lixos e resíduos da superfície do rio.

Srur passou 15 meses visitando as margens do Tietê para realizar esta nova intervenção, um desdobramento de sua obra no rio Pinheiros de 2006, quando levou para as águas poluídas 100 caiaques e 150 manequins.

"Resolvi dar continuidade a essa questão da poluição dos rios da nossa cidade, da falta de consciência da população", disse o artista à Reuters, ao lado de uma garrafa gigante.

"A cidade nasceu e se desenvolveu em função do rio Tietê. E a gente recompensou matando o rio", disse. "São espaços urbanos óbvios, só que ninguém vê."

As obras foram feitas de PVC e trama de nylon e são sustentadas cada uma por uma plataforma de 2.000 garrafas pet de dois litros, que farão as esculturas boiarem no caso do nível das águas do rio
subir com as chuvas.

fonte : Eduardo Srur

Novo produto minimiza poluição dos gases

A rua Jean Bleuzen, onde circulam perto de 13 mil automóveis por dia, situada nos arredores de Paris, em França, foi recentemente pavimentada com um novo produto mais ecológico, apenas num dos lados da via.Metade da rua está revestida com betão XT Ariar, um novo produto que, segundo os seus criadores, reduz a poluição atmosférica através da decomposição de compostos orgânicos voláteis e do NOx.A empresa responsável pelo produto garante que os poluentes gasosos ficam retidos na superfície do betão, transformando-se posteriormente em nitrato de cálcio, segundo revela a revista Auto Foco.A eficácia do produto na redução da poluição será agora testada em metade da rua, onde estão instaladas duas estações de monitorização da qualidade do ar, uma na parte de betão e a outra que está revestida com alcatrão tradicional.

Funeral de um Rio

Moradores da região da Barra do Jucu, em Vila Velha, e pessoas preocupadas com o meio ambiente, realizaram o “Funeral do Rio Jucu” na manhã deste domingo (23). Um caixão com 8m de comprimento foi colocado sobre uma das pistas da Rodovia do Sol.

O trânsito no sentido Vila Velha-Guarapari foi interrompido por cerca de cinco minutos. O evento simbólico pretende chamar a atenção para a poluição no rio e fatores que colaboram para que ela permaneça.

O grupo de cerca de 250 pessoas iniciou a concentração na Barra por volta das 8h e depois seguiu em direção à Rodovia do Sol, ainda em Vila Velha, próximo aos locais de despejo de esgoto no Rio Jucu.

O “funeral” começou por volta das 10h. Em uma celebração, um pároco lembrou o pecado moderno da poluição ambiental, incluído pela Igreja Católica entre os novos pecados capitais. A banda de congo Tambores de Jacaranema também participou do ato, que terminou por volta das 11h.

O “funeral” lembrou ainda o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março, e a escassez do recurso. Tradicionalmente, seria um dia de Descida do Rio Jucu, mas de acordo com o representante da Associação Barrense de Canoagem, Eduardo Pignaton, o rio já não oferece condições para os canoístas.

“O nível de poluição está insuportável”, afirma. Ainda assim alguns participantes decidiram se aventurar. Eles partiram em caiaques e barcos da Barra do Jucu até próximo ao local de despejo de esgoto no bairro Araçás, trecho também próximo à Rodovia do Sol, onde ocorreu o ato “fúnebre”.

Poluição

Entre os maiores entraves para a preservação do Rio Jucu, de acordo com Pignaton, está o modelo de gestão. Por 16 anos administrado pelo Consórcio Santa Maria Jucu, formado por dez prefeituras, Governo estadual, Cesan e grandes empresas, o rio não está em situação satisfatória. “Eles não fizeram nada e ainda deixaram dívidas”.

O comitê gestor da bacia do Rio Jucu já está em processo de formação. As prefeituras de Vila Velha, Vitória, Domingos Martins, Marechal Floriano e Viana, além de representantes da sociedade civil organizada devem compor o órgão.

Mas, para que ele passe a atuar faltam ainda algumas adequações legais, como explica Pignaton. “O comitê tem tentado trabalhar, mas temos que passar por muitas políticas públicas. O Estado é um dificultador do processo”.

Atualmente o rio é gerido pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf).

Descida

A descida do Rio Jucu acontecia desde 1989. Já na tentativa de sensibilizar a população ribeirinha e o poder público para medidas de prevenção e contenção dos problemas ambientais. Com o passar dos anos o movimento da descida envolveu mais pessoas preocupadas em preservar e recuperar o rio.

O evento era realizado por caiaque, barcos a remo, motorizados e até embarcações improvisadas por cerca de 200 pessoas que desciam o rio, além daqueles que percorrem a trilha.

O rio

O Jucu é um rio com médio volume de água, rápido e com corredeiras. Ele nasce na Serra do Castelo, em Pedra Azul. Possui dois formadores principais: o braço Norte e o braço Sul, tendo áreas de drenagem de 920 Km² e 480 Km². Toda a bacia tem uma drenagem de 2,4 Km².

O curso tem uma extensão aproximada de 166 Km até desaguar na praia da Barra do Jucu, em Vila Velha. A bacia do Rio Jucu abrange integralmente os municípios de Domingos Martins, Marechal Florianp, Viana, Vila Velha, Cariacica e Guarapari.

fonte: Gazetaonline

Poluição mata mais do que os assassinatos na cidade de São Paulo



Uma pesquisa realizada pelo Laboratório da Poluição da USP (Universidade de São Paulo) afirma que as mortes causadas por poluentes já são maiores do que o número de homicídios na capital paulista.

De acordo com a pesquisa, a poluição em São Paulo mata pelo menos 12 pessoas por dia e 200 são vítimas de doenças, principalmente pulmonares, em decorrência da péssima qualidade do ar.

Esse número representa o dobro de mortes por homicídio numa escala inversamente proporcional, ou seja, enquanto a poluição cresce, os assassinatos diminuem.

Segundo levantamento da Cetesb, a qualidade do ar na Grande São Paulo é considerada “inadequada ou má”. Em 2007, em pelo menos um dos 24 pontos de monitoramento, o ar ficou impróprio por excesso de ozônio durante 67 dias. Entre os pontos mais poluídos da Capital estão o Parque do Ibirapuera e o campus da USP.

Além da piora na comparação com 2006, quando o ar ficou impróprio por 46 dias, a poluição da região metropolitana avança para outras regiões do Interior e litoral do Estado e atinge locais a uma distância superior a 600 quilômetros da Capital.

Desde 2002 a qualidade do ar na Grande São Paulo apresentava uma melhoria em sua qualidade, mas no ano passado o movimento foi revertido.

O ciclo ocorreu em razão da melhoria da tecnologia dos automóveis, que atualmente poluem menos. Porém, o crescimento econômico brasileiro impulsionou a venda de carros no ano passado.

Veja Video:Agencia Nacional

INCOR: Mesmo com baixo nivel,poluição causa doenças cardiacas


Mesmo quando a qualidade do ar é classificada como boa em São Paulo, os paulistanos respiram poluição suficiente para provocar um colapso no coração. O alarme foi dado após divulgação da pesquisa do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas. Ficou comprovado que ainda que a concentração de gases tóxicos não "incomodem" as estações de medição, a ocorrência de ataques cardíacos já aumenta entre 7% e 12% por causa dos níveis de poluentes.

O estudo avaliou 3.300 pessoas, que recorreram, nos últimos 20 meses, ao Pronto-Socorro do Incor com diagnóstico de arritmia (aceleração exacerbada dos batimentos cardíacos). Os pesquisadores atestaram que os dias mais movimentados de pacientes com "pane no coração" eram também os mais poluídos. Para promover um aumento de 12% dos casos de descompasso na freqüência cardíaca, bastou a concentração média de monóxido de carbono, principal poluente emitido pelos veículos, chegar a 1,5 ppm (parte por milhão). Na escala oficial, só quando a concentração atinge nível superior a 9 ppm o ar é classificado como ruim pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

As partículas inaláveis - outro poluente comum na atmosfera de São Paulo - também fizeram crescer em 7% a ocorrência de arritmia no Pronto-Socorro do Incor. Da mesma forma, a concentração necessária para culminar em problemas foi de 22 mg por metro cúbico, bem menor do que a faixa de 50 mg/m3 considerada imprópria. "Ficou evidente que valores de poluentes muito inferiores do que o tolerável são suficientes para provocar danos severos à saúde", afirma o coordenador da pesquisa, Ubiratan Santos.

Os padrões para considerar o ar bom ou ruim, explica o Conama, foram estipulados em 1990 e até agora não passaram por atualização. No ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu que o Brasil reduzisse pela metade esses indicadores. "Somos favoráveis à redução. Mas isso exigiria uma mudança brusca na indústria e na economia", afirma o assessor da Secretaria de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Alberto Santos.

Gases produzidos pelo diesel afetam o cérebro

A exposição aos gases da combustão do diesel produz uma reação na atividade cerebral que provoca uma sensação de angústia, de acordo com um estudo divulgado hoje pela revista "Particle and Fibre Toxicology".

A publicação indicou que basta uma hora de inalação desses gases para produzir essa reação.

Pesquisas anteriores tinham sugerido que as mais pequenas partículas (nanopartículas) do escape podem terminar no cérebro, mas esta é a primeira vez que se demonstra que sua inalação altera a atividade cerebral.

Um grupo de cientistas da Universidade de Zuyd, nos Países Baixos, fez um experimento com 10 voluntários que entraram em um quarto na qual foram conectados a uma máquina de encefalograma para registrar seus sinais cerebrais em um ambiente de exposição aos gases do diesel.

A observação foi feita durante uma hora e meia depois que abandonaram o quarto.

Os cientistas apontaram que, após 30 minutos, os gases da combustão do diesel começaram a afetar sua atividade cerebral.

Os dados proporcionados pelo encefalograma sugeriram que a reação de angústia ou estresse era produzida no córtex cerebral e que ela continuou depois que os voluntários abandonaram o quarto.

"Achamos que esse efeito deve-se às nanopartículas contidas no escape dos gases do combustível diesel", manifestou Paul Borm, um dos cientistas participantes do estudo.

"É possível que (essas partículas) penetrem no cérebro e afetem sua função. Só nos falta agora especular a respeito dos efeitos que pude ter a exposição crônica à poluição causada pelos ônibus nas cidades onde os níveis dessas partículas é muito alto", acrescentou.

Segundo Borm, é concebível que os efeitos a longo prazo da exposição a essas nanopartículas interfere no funcionamento cerebral e no processamento de informação.

"É preciso realizar mais estudos para explorar este efeito e determinar a relação entre o nível de exposição destas partículas e a reação do cérebro", acrescentou.

Inspeção Veicular Ambiental vem ai

A partir de maio, uma parte da frota paulistana (cerca de 400 mil veículos) vai passar por um pente-fino. O programa Inspeção Ambiental Veicular, da prefeitura de São Paulo, obriga veículos cadastrados na cidade a passarem por uma vistoria técnica. O objetivo é controlar as emissões de poluentes e combater a poluição do ar. Esse ano, a exigência é válida apenas para veículos movidos a diesel, mas a idéia é que em 2009 ela seja universal.

Veículos a diesel novos, adquiridos em 2007, por exemplo, estão isentos da obrigatoriedade da inspeção em 2008, devendo se submeter ao serviço apenas em 2009. Da mesma forma, quem comprar o carro em 2008, somente fará a inspeção em 2009. Isso porque ela é obrigatória a partir do segundo licenciamento.

O que fazer com o lixo eletronico


O lixo eletrônico, como televisores e computadores que ficam obsoletos, é uma "batata quente" pela qual nem as autoridades nem as empresas querem se responsabilizar.Poucos consumidores pensam no que farão com o seu computador pessoal ou televisão quando os substituírem por um modelo mais recente de nova geração.Este lixo, que contém uma ampla gama de produtos tóxicos, está se transformando em um quebra-cabeças para as organizações ecologistas e as autoridades estatais.Muitos artigos eletrônicos têm uma vida útil muito curta, que, em alguns casos, se extinguem quando fica disponível no mercado o aparelho da geração seguinte.Isto significa que o volume de lixo eletrônico, que representa cerca de 1% a 5% do total, cresce rapidamente.Na Califórnia, por exemplo, com uma população aproximada de 35 milhões de pessoas, calcula-se que cerca de 6.000 computadores pessoais fiquem obsoletos diariamente e que, em média, cada família tenha na arrecadação três aparelhos "velhos", entre televisores e computadores pessoais.Apenas 11% deste material é reciclado (comparando com 28% do lixo comum) e o resto termina em aterros onde, segundo denunciam as organizações ecologistas, as infiltrações de chumbo, cádmio e mercúrio podem chegar às águas subterrâneas.Os estados norte-americanos da Califórnia, Flórida e Massachusetts deram o primeiro passo para enfrentar este problema, proibindo que os monitores e televisores sejam jogados em incineradores.No entanto, por trás desta decisão não existem opções viáveis de reciclagem.Retirar de "circulação" uma televisão pode chegar a custar 30 euros (quase US$ 26) e muitos cidadãos não estão dispostos a pagar um preço tão elevado simplesmente para se verem livres do objeto."A maioria dos consumidores nem sequer está consciente de que existe um problema", declarou Mark Murray, diretor da associação Califórnia contra o Esbanjamento, uma das mais ativas na luta pela reciclagem do lixo eletrônico.Em Silicon Valley, Califórnia, local onde estão sediados os quartéis generais de muitas empresas de tecnologia de ponta, há muito que soaram os alarmes.Ted Smith, diretor do "Silicon Valley Toxics Coalition", está assustado perante a velocidade com que estes desperdícios, que considera altamente tóxicos, crescem.Mas face a este problema, que segundo Smith poderá transformar- se num grande desastre ecológico em muito pouco tempo, ninguém assume responsabilidades.Para os governos estatais, o preço que é necessário pagar para dinamizar programas de reciclagem efetivos é demasiado alto, enquanto que a Indústria considera que não pode assumir responsabilidades sozinha e que tantas precauções são exageradas.Companhias como a Hewlett-Packard ou a IBM têm programas de reciclagem para recolher os computadores obsoletos em troca de uma tarifa que vai desde os 8,6 aos 30 euros, iniciativas sem êxito devido ao elevado preço, assegura Murray.O perito acredita que uma das medidas mais urgentes é etiquetar os produtos, alertando para os perigos que acarretam os materiais, e avisa que é necessário acrescentar na lista de objetos potencialmente tóxicos as lâmpadas fluorescentes e caixas registadoras, por exemplo.A Associação norte-americana de Eletrônica considera há tempo outras opções, como acrescentar ao preço dos computadores novos uma taxa destinada a financiar a retirada do produto assim que este se tornar obsoleto.
Em quanto a solução não vem o melhor e não jogar esses materiais no lixo

Leia mais sobre o assunto:aonde descartar

Poluição sonora mata 50 mil por ano na UE, diz estudo

Pelo menos 50 mil pessoas morrem anualmente na União Européia (UE) devido a ataques cardíacos causados pelo excesso de ruído rodoviário ou ferroviário, alerta um estudo que será apresentado nesta quinta-feira em Bruxelas.O documento a que a Agência Lusa teve acesso, produzido pela Federação Européia para os Transportes e Ambiente (T&E), indica também que outros 200 mil europeus passam a sofrer todos os anos de doenças do coração.As estimativas da organização indicam que os custos financeiros da poluição sonora, em especial para os serviços de saúde, atingirão pelo menos 40 bilhões de euros por ano na UE.De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir de 55 decibéis, o ruído ambiental começa a ter efeitos negativos sobre os humanos. O valor se situa entre o provocado por uma tempestade (50 decibéis) e uma conversa entre duas pessoas (60).O estudo da T&E , intitulado “Tempo de Escutar”, calcula que, em 25 países da UE - excluindo Malta e Chipre -, a maioria da população (54%) está regularmente exposta a índices de ruído acima de 55 decibéis, proveniente do tráfego rodoviário e ferroviário, totalizando 245 milhões de pessoas afetadas.

Leia mais sobre poluição sonora

Qualidade do biodiesel, um combustível derivado de fontes renováveis


Reduzir os níveis de poluição e os custos da utilização de petróleo: foi com essa idéia que surgiu o biodiesel, um combustível derivado de fontes renováveis. Mas como saber se é boa a qualidade do nosso biodiesel?

Um combustível de baixa qualidade, além de danificar o veículo, pode provocar problemas de saúde. Análises mostram grande quantidade de resíduos que podem também prejudicar o motor dos automóveis.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostrou que o biodiesel não está passando por todas as etapas de purificação necessárias.

Mistura de álcool com óleo vegetal, o biodiesel surgiu como esperança para reduzir a poluição. Mas o pesquisador Rodrigo Ramos Catarin, especialista da Universidade de Campinas, que coletou amostras em dez distribuidoras nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, denuncia: o biodiesel usado hoje no país não tem qualidade.

O principal motivo é que os produtores não estariam respeitando todas as etapas de purificação necessárias. No Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os cientistas comparam o biodiesel mais puro com o de má qualidade, escuro e com resíduos no fundo. Na queima, esse combustível contaminado libera substâncias que podem fazer mal ao organismo.

“Uma das substâncias que pode ser liberada nesses produtos de má qualidade é a acroleína, muito ligada a casos de câncer, por exemplo. É uma substância tóxica”, alerta o pesquisador Rodrigo Ramos Catarin.

Trata-se de uma ameaça também para os motores dos veículos. “De ignição à partidas, pode fundir o motor”, acrescenta Rodrigo Ramos Catarin.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel (Abiodiesel), Nivaldo Trama, admite o problema.

“O pequeno produtor por medida de economia, ou por não ter o laboratório, ele vai no visual do produto. É aí que mora o perigo”, alerta o presidente da Abiodiesel, Nivaldo Trama.

O Brasil é o primeiro país do mundo a fazer uma análise como essa para os biocombustíveis. A tecnologia foi obtida com a ajuda de um equipamento, importado dos Estados Unidos. É um espectrômetro de massa,que tira uma radiografia dos componentes do biodiesel e repassa as informações para o computador.

Esta tecnologia já está sendo transferida para o Inmetro, que se comprometeu a estabelecer regras para certificar o biocombustível brasileiro.

“Até o final de 2008, nós devemos ter já uma gama de matérias de referência, com várias propriedades importantes de interesse na comercialização do biocombustível, já validados e aceitos internacionalmente pelos maiores institutos do mundo”, afirmou o presidente do Inmetro, João Jornada.

Mesmo com a constatação da qualidade inferior, o biodiesel, segundo a Unicamp, ainda é menos poluente que o diesel convencional.

Em nota, a Associação Nacional do Petróleo (ANP) informou que faz avaliações permanentes da qualidade do biodiesel vendido no país. Esse acompanhamento é feito nos produtores autorizados, nas distribuidoras e em postos revendedores.

Até hoje, segundo a ANP, a quantidade de biodiesel fora do padrão encontrada foi inexpressiva. O combustível fora das especificações, segundo a agência, é apreendido.


Leia mais sobre Biodiesel

POLUIÇÃO EM RIO DEIXA 200 MIL PESSOAS SEM ÁGUA NA CHINA

Mais de 200 mil pessoas ficaram sem água corrente em Hubei, região central da China, devido à poluição do rio Hanjiang e de três de seus afluentes.
A agência Nova China informou que o fornecimento foi suspenso após a água do rio ter se tornado vermelho-escura.
Análises indicaram que a água contém uma quantidade de permanganato de potássio e de nitrogênio maiores que a média.
As autoridades locais ainda não conseguiram descobrir a fonte da poluição.
Em um outro episódio parecido, 9 mil pessoas ficaram sem água em Yunnan, sul do país, onde um total de 20 toneladas de peixe acabou morrendo devido a um fertilizante jogado nas águas de um rio local.

Reciclagem de garrafas PET rende lucro às empresas e ao meio-ambiente


Cem anos. Este é o tempo médio que uma garrafa plástica PET leva para se decompor na natureza. Jogá-las nas ruas, portanto, traz grandes prejuízos ao meio ambiente. Essas mesmas garrafas plásticas, que para algumas pessoas não passam de lixo, servem para fazer camisas e resina, apenas para citar alguns exemplos industriais.

Com duas garrafas PET é possível fazer uma camisa. O produto final, mesmo observando-se atentamente, praticamente não apresenta diferenças em relação ao feito da maneira tradicional. “Não sabia que esta camisa era feita a partir de garrafas”, disse a secretária Elaine Pereira, levando uma camisa ‘reciclada’ às mãos.

As garrafas são a principal fonte de renda para os catadores da Cooperativa Pró-Recife, que recolhe o lixo nas ruas da cidade para depois reciclar. O plástico é o mais rentável dos materiais que vão para o lixo e os catadores capricham na hora de recolherem. Por mês, a cooperativa consegue 15 toneladas de garrafas PET.(no Brasil ja são recolhidas 61% de Pet)

As garrafas encontradas nos lixos são separadas por cor e depois prensadas. Do galpão da cooperativa, elas são vendidas para uma empresa de reciclagem de Jaboatão dos Guararapes, a maior de Pernambuco, para serem transformadas em matérias-prima variadas.

“Existem dois processos de transformação das garrafas PET: ou fazemos flocos, ou fazemos granulados. Ambos têm múltiplas utilizações para a indústria”, explica Maria Botelho, representante da empresa de reciclagem.

Uma empresa do Recife usa, há quatro anos, os granulados para produzir resina, material utilizado em tintas à base de solventes, como esmaltes e vernizes. A idéia faz parte do programa de responsabilidade ambiental da fábrica.

“A qualidade não fica comprometida em nada. Esta resina não é diferente da tradicional”, explicou o gerente da empresa, Manoel Coelho, reforçando a importância de reciclar, tanto para a indústria, como para a natureza.

Lixo eletrônico: aonde descartar

Lixo eletrônico: um perigo para a saúde e o meio ambiente

Coleta de lixo eletrônico pode ser alternativa para reduzir o perigo que esses resíduos tóxicos geram para a sociedade

A vida útil cada vez mais curta de aparelhos como celulares, computadores, pilhas, baterias, eletrodomésticos e eletroeletrônicos tem gerado toneladas de lixo eletrônico por ano em todo o mundo. Isso cria um problema para a sociedade na hora de descartar esse material sem prejudicar o meio ambiente. Afinal, nesse lixo encontramos substâncias tóxicas como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio, entre outras. Pensando nisso, a organização do Inovacomm Latin America - o maior evento de Telecomunicações e Tecnologia da Informação da América Latina, que acontece de 23 a 25 de abril, resolveu fazer uma coleta de lixo eletrônico durante o evento.



De acordo com Marcya Machado, presidente do Inovacomm, este é a única feira de tecnologia que realiza uma arrecadação desse tipo de resíduo visando a reciclagem de componentes e o bem-estar do meio ambiente. “Estamos fazendo parcerias, inclusive com o Instituto Paulo Kobayashi e a Prefeitura do Município de São Paulo, para separar e encaminhar o material recolhido para reciclagem. A nossa expectativa é de arrecadar cerca de três toneladas desse lixo eletrônico no Inovacomm e também de sermos um exemplo a ser seguido por outros eventos no Brasil”, diz ela.

Legislação

É importante ressaltar que está tramitando no Congresso Brasileiro um projeto de Lei Nacional de Resíduos Sólidos (PL020391), que visa garantir a responsabilidade dos fabricantes pela coleta, tratamento, transporte e destino dos resíduos eletrônicos. Se aprovado esse projeto de Lei será uma maneira de evitar que o lixo eletrônico seja despejado nos aterros sanitários contaminando o solo e a água com os seus componentes tóxicos.

Substâncias e danos

Só para ter uma idéia do perigo dos componentes do lixo eletrônico podemos dar alguns exemplos: o chumbo, que é encontrado no computador, nos celulares e em aparelhos de televisão, pode causar danos nos sistemas nervoso e sanguíneo. Já o mercúrio, usado nos computadores, monitores e televisores de tela plana, pode causar danos no fígado e no cérebro. Na fabricação do celular as indústrias utilizam o arsênico que causa doenças de pele, pode causar câncer de pulmão, além de danificar o sistema nervoso.

A presidente do Inovacomm convoca todos os visitantes e congressistas do INOVACOMM LATIN AMERICA – INTERNATIONAL SEMINAR & trade show a levarem seu lixo eletrônico ao evento para ser reciclado. “Verifiquem em suas gavetas e armários que eu tenho certeza que encontrarão baterias, celulares, peças de computadores, entre outros materiais que estão fora de uso e só ocupando lugar. Leve isso para o InovaCOMM, que além de desocupar um espaço na sua casa você também estará ajudando a preservar o meio-ambiente”, finaliza Marcya.

Serviço:

InovaCOMM Latin America

Data: 23 a 25 de abril de 2008

Local: Transamérica Expo Center

Endereço: Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, São Paulo, SP

Home Page: www.inovacomm.com.br

Baterias postos de recolhimento : click no link

Leia mais sobre click aqui

Poluição no Tietê vem diminuindo


Dezesseis anos de obras e R$ 3 bilhões depois, o mesmo Rio Tietê que ainda agoniza aos olhos dos paulistanos começa a dar sinais de vida a pouco mais de 100 quilômetros da capital. O mais importante manancial do Estado, castigado todos os dias com mais de 690 toneladas de esgoto na Região Metropolitana, ressurge com espécies de peixes que tinham desaparecido havia três décadas em cidades na região de Sorocaba, onde o nível de oxigênio dobrou entre os anos de 1992 e 2008.

O recuo da mancha de poluição do Tietê totaliza 120 quilômetros, segundo técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp). O número é inferior à meta de 160 km estipulada para o fim de 2007 no início do Projeto Tietê, em 1992, mas ambientalistas comemoram a queda da poluição orgânica e de metais como chumbo e zinco. Foi essa redução que possibilitou a volta da vida ao rio em municípios como Porto Feliz, Cabreúva e Anhembi. Antes, o recuo da mancha anunciado pela Sabesp era contestado como “fato não comprovado cientificamente” por organizações não-governamentais e especialistas.

Nas análises de amostras coletadas no início do ano no bairro Parque das Monções, em Porto Feliz, a 110 km da capital, a entidade SOS Mata Atlântica constatou que o nível de oxigênio dobrou em relação ao início dos anos 90 - passou de 4 miligramas por litro para 8 mg. A ONG faz coleta em 81 pontos ao longo dos 1.160 km do Tietê, da nascente em Salesópolis, Grande São Paulo, até Ilha Solteira, no extremo oeste paulista, onde ele deságua no Rio Paraná.

“Podemos citar duas frentes para o reflexo positivo que permitiu o início da volta de ecossistemas em trechos do Tietê, como o rebaixamento da calha na capital e o combate à poluição industrial. Hoje temos 200 indústrias poluidoras do rio; em 1992, eram 1.160”, diz Maria Lúcia Ribeiro, coordenadora do SOS Mata Atlântica.

Para o geólogo Ronaldo Malheiros Figueira, do Centro Universitário Santana, o principal mérito do Projeto Tietê é o recuo da mancha de poluição, mas falta uma política articulada entre as mais de 300 prefeituras de cidades margeadas pelo rio. “Não temos, por exemplo, um combate aos pontos de erosão nas cabeceiras da bacia.”

Poluição em SP: rio Pinheiros pode voltar a ter peixe em 2011



Margeadas por prédios modernos e de alto padrão, cortando uma das regiões mais nobres da cidade, as águas negras e malcheirosas do Rio Pinheiros, que passam pelas zonas oeste e sul da capital, devem estar prontas para a volta dos peixes em 2011. Essa é a estimativa otimista dos técnicos da Secretaria de Saneamento e Meio Ambiente de São Paulo e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que prometem até o fim do ano bloquear cerca de 60% de todo esgoto que vem sendo despejado no rio.Com os 26 quilômetros de interceptores de esgoto construídos ao longo das margens dos Rios Pinheiros e Tietê nos últimos quatro anos, 2 metros cúbicos dos 8 m³ de dejetos despejados por segundo no Pinheiros passaram a receber tratamento. Este ano, 10 quilômetros de interceptores serão construídos e devem bloquear mais 3 m³ de esgoto por segundo. "A despoluição do Pinheiros é fundamental por questões ecológicas, urbanísticas e econômicas", afirma a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena.Para que a vida volte às águas do Pinheiros, no entanto, a secretaria ainda precisa construir um sistema de flotação capaz de acelerar a limpeza do rio. A idéia é fazer três estações de flotação - na altura do Cebolão, na Usina de Traição e na Usina Pedreira - com capacidade para limpar um volume de água superior a 40 m³ por segundo. O método exige que o curso do Pinheiros seja invertido, o que significa que o rio passará a desaguar na Represa Billings, em vez de seguir rumo ao Tietê. Com isso, existe a preocupação de que o principal reservatório de água da capital fique ainda mais poluído.

Natureza