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Satélites da Nasa confirmam degelo na calota polar ártica


A espessura de trechos de gelo ártico mais antigos continuou diminuindo em decorrência do aumento das temperaturas globais, revelaram as últimas fotografias por satélite divulgadas pela Nasa, a agência espacial americana.
De acordo com dados fornecidos pela agência, há alguns anos o gelo perene cobria entre 50% e 60% do Ártico. Neste ano, cobre menos de 30%.

"A diminuição do gelo perene reflete a tendência de aquecimento climático a longo prazo e é resultado de um maior degelo no verão (hemisfério norte) e de um maior afastamento do gelo mais antigo" da zona polar, disse a Nasa em comunicado.

Segundo dados fornecidos pelo satélite ICESat da Nasa, "o Ártico perdeu ao redor de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de gelo perene devido ao derretimento, a metade entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008", disse em entrevista coletiva por telefone Walt Meier, do Centro Nacional de Dados sobre o Gelo e a Neve.

"A maior espessura é um indicador da saúde durante um longo lapso do gelo, e neste momento (sua redução) não é um bom indício", acrescentou.

Por outro lado, essas mesmas imagens da Nasa indicam que o último inverno no hemisfério norte, que foi mais frio que o habitual na zona, produziu um aumento do gelo marinho.

Esse gelo novo impede que o Ártico seja um mar aberto durante o inverno, mas é frágil e muito mais suscetível ao vento e ao aumento das temperaturas que se mantém inalterável durante muitos anos, segundo os cientistas.

Meier assinalou que, atualmente, a região mais parece um cenário de filme no qual se vê um Ártico coberto de gelo jovem.

"Está muito bonito, mas além não há nada. Está o vazio. O que se vê é um revestimento de gelo, e nada mais", indicou.

Em uma aparente tentativa de reduzir o alarme, os cientistas indicaram que na Groenlândia e na Antártida o nível do mar não aumenta.

No entanto, poderia contribuir ao aquecimento global, porque a água, diferente do gelo, absorve a radiação solar.

Segundo os cientistas, a diferença ocorre porque o Ártico é um oceano cercado de terra, enquanto que a Antártida é um continente cercado por um oceano.

Relatório mostra degelo acelerado



Situação nunca foi tão grave; em 2006, redução de geleiras chegou a 1,4 metro, maior patamar já visto

América Latina, Europa ou Ásia. Em todos os cantos do planeta as neves eternas e as geleiras estão desaparecendo, ameaçando aumentar os níveis de pobreza de milhões de pessoas e afetando diretamente o abastecimento de água. Segundo relatório das Nações Unidas publicado hoje, o derretimento da neve nas montanhas está ocorrendo em um ritmo acelerado - e nunca foi tão grave.

Na América do Sul, o desaparecimento de glaciais poderia acabar criando problemas ainda maiores de fornecimento de energia na região nas próximas décadas, já que muitas barragens hidroelétricas foram construídas em rios alimentados diretamente por glaciais.

Dados do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) indicam que, entre 2004 e 2006, os glaciais em 30 montanhas espalhadas pelo mundo derreteram em um ritmo nunca visto. Entre 2005 e 2006, a perda foi duas vezes superior às taxas verificadas entre 2004 e 2005

Em média, a perda de gelo nas montanhas foi equivalente a uma redução de 1,4 metro de água. Em 2005, a perda havia sido de meio metro. Entre 1980 e 1999, a média de redução anual foi de apenas 0,3 metro. Segundo os dados, portanto, a perda registrada em 2006 foi a maior já vista pelos pesquisadores. Até agora, o recorde foi identificado em 1998, quando as montanhas perderam, em média, 0,7 metro. Segundo Haeberli, a perda total desde 1980 já chega a 10,5 metros.

Na Europa, algumas das geleiras mais famosas estão desaparecendo em um ritmo acelerado. Na Noruega, o glacial de Breidablikkbre perdeu 3,1 metros em um ano. Já na Áustria, o glacial de Grosser Goldbergkees perdeu 1,2 metro em 2006, contra 3 metros de redução de Ossoue, na França.

Nos Himalaias, a situação também é crítica. Alguns dos glaciais nessa região poderiam desaparecer em questão de décadas; 500 milhões de pessoas podem ser afetadas diretamente por isso, alertou a ONU. Rios como Ganges, Indus e Brahmaputra, no norte da Índia, podem diminuir de forma substancial diante das mudanças climáticas.

No Chile, porém, o glacial Echaurren Norte foi ampliado. Ainda assim, a ONU alerta que, até 2030, a probabilidade de uma perda total de todos os glaciais latino-americanos é alta. Isso poderia ocorrer na Bolívia, no Peru, na Colômbia e no Equador.

A importancia das represas no aumento do nivel dos oceanos


O nível do mar em todo o mundo tem subido constantemente nos últimos 80 anos. Isso é o que se sabe. Agora, um novo estudo aponta que o impacto do derretimento de geleiras é ainda pior do que se suspeitava.

A pesquisa foi atrás de um indicador que não se havia levado em conta: o volume de água represada artificialmente. O resultado indica para uma influência ainda maior do aquecimento global no derretimento polar. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (13/3) no site da revista Science.

A elevação total no nível do mar no último século se deveu principalmente à combinação da expansão em volume da água nos oceanos e do derretimento de gelo em glaciares na Antártica e na Groenlândia, os dois fatores promovidos pelo aquecimento global.

Subtrair o efeito da expansão termal do aumento observável no nível do mar deveria dar uma boa estimativa da taxa de derretimento do gelo, mas essa equação deixa de fora um fator importante: a quantidade de água aprisionada em reservatórios. O novo estudo fecha essa lacuna.

Benjamin Chao e colegas da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade Central Nacional de Taiwan fizeram uma extensa análise do aprisionamento de água promovido pelo homem. Os cientistas calcularam o volume de água represado artificialmente desde 1900, em quase 30 mil reservatórios com capacidade nominal conhecida.

O resultado é o impressionante total de 10,8 mil quilômetros cúbicos, suficientes para reduzir a magnitude do nível global do mar em 3 centímetros.

Nos últimos 50 anos, pós-Segunda Guerra Mundial, quando aumentou grandemente o número de reservatórios, o estudo calculou a diminuição no nível global do mar em uma média de 0,55 milímetro por ano – estima-se que o aumento no nível global do mar tenha sido de cerca de 18 centímetros no século 20.

A conclusão é simples: se os reservatórios baixaram o nível do mar, a elevação promovida pelo derretimento de gelo no planeta foi maior do que se imaginava. Ou seja, o impacto do aquecimento global tem uma relevância ainda maior.

O artigo Impact of artificial reservoir water impoundment on global sea level, de Benjamin Chao e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Grupo internacional de cientistas diz que planeta vai esfriar


A partir de estudos sobre o papel dos raios cósmicos nos fenômenos atmosféricos e nas variações climáticas, um grupo internacional de cientistas passou a defender a tese de que o mundo passará, nos próximos anos, por um processo de resfriamento global, contradizendo frontalmente as conclusões do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Um dos defensores da tese, o físico Yuri Stozhkov, do Instituto de Física Lebedev, em Moscou, Rússia, espera que suas idéias sejam combatidas intensamente nos próximos anos. Mas, ao mesmo tempo, afirma que elas não são motivo para deixar de lado o esforço pela diminuição das emissões de carbono.

Há dez anos, o cientista está envolvido com o programa Cosmics Leaving Outdoor Droplets (Cloud), do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern). “As conclusões finais do programa sairão apenas em 2010, mas os dados colhidos até agora indicam que, no futuro próximo, podemos esperar por um processo de resfriamento da nossa atmosfera, em vez do aquecimento global”, disse Stozhkov. “Isso não quer dizer que os raios cósmicos determinam sozinhos o ambiente na Terra. Eles são apenas um ingrediente importante do clima. Também não quer dizer que podemos esquecer a mitigação das emissões de carbono”, disse o pesquisador, que também pertence à Academia Russa de Ciências.

Com o objetivo de estudar a influência de cargas elétricas na formação de gotículas d’água na atmosfera, o programa Cloud procura reproduzir o processo em laboratório. Para isso, os cientistas irradiam partículas aceleradas em câmaras de nuvens de vários tamanhos. “Por muitos anos tenho estudado a influência da atividade solar nos fluxos de raios cósmicos. Há cerca de dez anos descobrimos que esses fluxos estão conectados a vários fenômenos elétricos, como a formação de nuvens baixas. Eles influenciam também os padrões de cobertura global das nuvens”, explicou.

Segundo ele, quando a radiação penetra na atmosfera terrestre, ela acelera a formação de aerossóis, ou grupos de moléculas, que se aglutinam e compõem a base da formação de gotículas nas nuvens. “Uma nuvem com um número maior de gotículas reflete a luz solar incidente de forma mais eficiente e se torna mais estável, produzindo um efeito de resfriamento. Uma variação de uma pequena porcentagem nesse processo afeta de forma significativa o clima global”, disse.

A questão do aquecimento global, segundo o físico, passará ainda por muita discussão.

Reunião da ONU discute aquecimento global em Mônaco

Para tentar provar que investir em um meio ambiente sustentável pode ser um grande negócio, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne entre hoje e sexta-feira, em Mônaco, ministros de Estado, cientistas, ambientalistas e empresários de mais de cem países. A conferência Mobilizando Finanças contra o Aquecimento Global, a maior já patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnue) desde a Conferência do Clima, em Bali, em dezembro, vai tentar traçar o custo financeiro daquela que vem sendo chamada ?low carbon society?.

A idéia da sociedade de ?economia verde? ganhou impulso desde a realização do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), no ano passado. De acordo com a comunidade científica, os governos precisarão gastar entre 0,2% e 3% do PIB mundial para estabilizar as emissões de gases causadores do aquecimento global até 2030 - algo entre US$ 44,6 bilhões e US$ 89,2 bilhões por ano, segundo números do Banco Mundial.

O raciocínio da conferência é demonstrar que reduzir emissões de gás carbônico, controlar o uso de poluentes químicos e investir em energias renováveis é, mais do que uma proposta ambientalista, uma oportunidade de negócios. ?Bilhões de dólares estão sendo investidos em fontes renováveis de energia e centenas de instituições com orçamento de trilhões de dólares estão endossando investimentos que refletem as preocupações governamentais e sociais?, diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU. O Brasil será representado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Estudo mostra impacto do homem sobre oceanos


Os mapas foram feitos com base em um estudo que analisou o impacto dos seres humanos em ecossistemas como os recifes de corais, as colônias de algas marinhas, plataformas continentais e os oceanos profundos. O mapa mostra que as áreas mais afetadas pelo impacto humano são o Mar do Norte, Mar da China Oriental e Meridional, Mar do Caribe, a costa leste da América do Norte, os mares Mediterrâneo e Vermelho,o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e várias regiões do Pacífico Oeste.

O estudo indica ainda que as áreas menos afetadas são aquelas próximas aos pólos. "Este projeto nos permite começar a ver o cenário do impacto dos humanos nos oceanos", diz Ben Halpern, que liderou o estudo. "Os resultados mostram que, somados, os impactos individuais revelam uma situação muito pior do que imagino que as pessoas esperavam. Certamente foi uma surpresa para mim", afirma.

Brasil
Segundo os cientistas, a influência dos humanos varia de forma significativa de acordo com cada ecossistema. Nas áreas mais afetadas, por exemplo, há grande concentração de recifes de coral, algas marinhas, mangues e montanhas marinhas. Já os ecossistemas menos afetados são áreas de oceanos abertos e onde o fundo do mar é mais liso.

O mapa revela que em grande porção da costa brasileira, o impacto dos humanos é "médio alto", o que indicaria uma influência de 4,95 até 8,47%. No entanto, enquanto algumas áreas na costa sul do Brasil o impacto aparece mais ameno, uma grande faixa da costa sudeste do país revela um impacto alto, maior que 15,52%.

Processo
A pesquisa envolveu quatro etapas. Na primeira, os cientistas desenvolveram técnicas para quantificar e comparar o impacto das atividades humanas em diferentes ecossistemas. Na segunda etapa, a distribuição dos ecossistemas e das influências humanas foi analisada.

Os cientistas então combinaram as duas informações - a distribuição e o impacto - para determinar "os índices do impacto humano" para cada região do mundo. Finalmente, os cientistas usaram estimativas sobre as condições dos ecossistemas marítimos já disponíveis para fundamentar ainda mais os índices levantados pela pesquisa.

Os cientistas afirmam que, apesar dos esforços, o mapa ainda é incompleto, já que os dados sobre algumas atividades humanas ainda é escasso.

Futuro
Apesar do cenário revelado pela pesquisa, os cientistas sugerem que ainda há tempo para tentar preservar os oceanos. "Há certamente espaço para a esperança", diz Carrie Kappel, que participou do estudo. "Com esforços para proteger as porções dos oceanos que ainda continuam puras, temos uma boa chance de preservar estas áreas em boas condições", afirma.

De acordo com o estudo, o mapa poderá servir como referência para o desenvolvimento de políticas de conservação e manutenção, além de oferecer informações sobre o impacto de certas atividades.

"O homem sempre usará os oceanos para recreação, extração de recursos e outras atividades comerciais, como o transporte marítimo. O que precisamos é fazer isso de forma sustentável para que os oceanos continuem saudáveis e continuem a nos oferecer os recursos que precisamos", conclui Halpern.

Aquecimento ameaça encher ecossistema antártico de tubarões e caranguejos


O aquecimento global ameaça encher as calmas águas antárticas de tubarões e caranguejos, com conseqüências potencialmente catastróficas para esse ecossistema marinho único e preservado, advertiram biólogos nesta sexta-feira.
"Há muito poucos predadores na Antártica capazes de romper mariscos e moluscos; o fundo marinho dessa zona está povoado de invertebrados, com seus suaves corpos deslocando-se lentamente, como ocorria no oceano há milhões de anos", explicou Cheryl Wilga, professora de Biologia da Universidade de Rhode Island (leste).
As temperaturas da água na península antártica parmanecem todo o ano muito frias para que tubarões e outros peixes e caranguejos possam sobreviver.
Mas, nos últimos 50 anos, a temperatura aumentou entre um e dois graus Celsius, sob o efeito do aquecimento climático, o que representa quase o dobro do ocorrido no restante do mundo, acrescentou, durante entrevista à imprensa junto com outros biólogos, paralelamente a uma conferência anual da Associação americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), realizada esta semana em Boston (Massachusetts, leste).
Segundo a cientista, "uma vez chegados à zona, a ecologia e a fauna" do fundo marinho se ressentirão.
Para Sven Thatje, do Centro nacional oceanográfico de Southampton na Grã-Bretanha, "esta será uma perda trágica da biodiversidade num dos poucos locais ainda preservados e verdadeiramente em estado selvagem do planeta.

Carnaval Natureza


Escola da Candangolândia mostra a importância dos combustíveis verdes
O discurso ecológico vai dar o tom no desfile da Unidos da Candanga, com o enredo O petróleo verde é nosso, criado para ser um manifesto contra as agressões do homem à natureza. “Vamos colocar em evidência na avenida as formas alternativas de energia, os combustíveis verdes. É mais um grito para que o nosso planeta não se acabe”, afirma o presidente da escola, Antônio Jorge Machado, o Jorjão.

Já um dos compositores do samba-enredo, Giovani de Bessém, diz que o desfile deste ano será dividido em quatro blocos – da criação à destruição do meio ambiente, “mas o nosso enredo” – continua – será desenvolvido com o fio de esperança, de que é possível reverter a situação”.

O primeiro bloco fala da Mãe Natureza, em sua plenitude e os biocombustíveis; depois, segue o bloco dos cereais que estão sendo usados para a criação de novos combustíveis, como o trigo e o girassol; o terceiro bloco, de acordo com Bessém, é um grito de alerta contra a má preservação da natureza; e, por fim, o último, é sobre a destruição da natureza.

Criada em 1977, a escola vem com o espírito renovado. Até o ano passado, quando ficou em quarto lugar no Grupo Especial, a agremiação se chamava Candangos do Bandeirante. “Estamos na Candangolândia há 17 anos e não fazia sentido termos o nome de Núcleo Bandeirante”, explicou Jorjão, garantindo que o novo nome trouxe uma mudança de ares e de mentalidade. Segundo ainda o dirigente, a escola ingressou, em 2003, no Grupo Especial, a elite do Carnaval do DF.

Desde então, a melhor colocação foi um terceiro lugar, no mesmo ano. “Vamos chegar humildemente, mas querendo o título. Afinal, apostamos no nosso entredo”.
Vôos mais altos

Erupção sob o gelo – há 2.200 anos



Cientistas descobriram o que pode ser a primeira evidência de atividade vulcânica sob o gelo da Antártica, num local conhecido como Montanhas Hudson, na Antártica Ocidental. Apesar de a atividade não ser mais perceptível, a descoberta abre uma nova hipótese: a de que o vulcão estaria colaborando no processo de derretimento de um glacial no local.

Sob enormes camadas frias, suas cinzas gerariam calor, fundindo o gelo nas proximidades de um glacial que enfrenta um rápido processo de derretimento. “A descoberta de uma erupção vulcânica sob a camada de gelo antártica é única”, avaliou artigo dos estudiosos do centro de Pesquisas Britânicas da Antártica, publicado no periódico Nature Geoscience.

A última grande erupção nas Montanhas Hudson teria ocorrido há cerca de 2.200 anos. Ela teria lançado no ar de cinzas e outros ácidos, numa atitude de até 12 km.

Os indícios de atividade vulcânica foram descobertos a partir da análise de dados de radares coletados durante uma pesquisa aérea entre 2004 e 2005. O levantamento mostrou uma camada de cinzas vulcânicas que havia sido depositada sobre a superfície gelada e, mais tarde, soterrada sob sucessivas camadas de neve.

Apesar dos indícios e da nova hipótese, os cientistas britânicos alertam que apenas o calor do vulcão não explicaria a diminuição das geleiras da Antártida Ocidental. Sozinho, esse derretimento é responsável pelo aumento no nível do mar em 0,2 milímetros por ano.

Geleiras existiram mesmo em períodos quentes da Terra



As geleiras existiram durante períodos de elevadas temperaturas na história da Terra, de acordo com uma equipe científica internacional, cujos trabalhos foram publicados nesta quinta-feira.
Calotas polares já se encontravam sobre o globo há 91 milhões de anos, durante um dos períodos mais quentes desde o início da vida em nosso planeta, afirmam esses especialistas. O estudo aparece na revista americana "Science".

Pesquisadores americanos, britânicos, alemães e holandeses descobriram indícios de uma glaciação durante o período extremamente quente do Cretáceo, há 145,5-65,5 milhões de anos, quando havia, segundo eles, uma calota polar de cerca de 60% do tamanho da que recobre hoje o Oceano Antártico.

Os indícios surgiram com base em análises detalhadas de sedimentos depositados no Oceano Atlântico Sul.

A descoberta contraria as teorias mais difundidas de que os glaciares não podiam existir em um clima extremamente quente, quando as temperaturas na superfície dos oceanos nos Trópicos alcançavam entre 35°C e 37°C.

Verão está 3 graus acima das médias históricas, diz Inpe



Os 20 primeiros dias do verão mostraram que a estação será mais quente. As temperaturas, segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), estão de 2 a 3 graus Celsius acima das médias históricas. Em dezembro, por exemplo, em Minas Gerais e São Paulo, a média máxima, que, normalmente, variava entre 28 e 30 graus, ficou entre 32 e 34 graus.

No Rio, a variação também oscila entre 2 e 3 graus e a média, que antes era de 32, está em 34. "Dois fatores contribuem para que o verão tenha temperaturas com valores acima da média, o fenômeno La Niña e o sistema de escala de menor tempo", diz o meteorologista Linconl Alves, do Grupo de Previsão Climática do Inpe.

Segundo Alves, as frentes frias, por exemplo, têm menor tempo de duração porque chegam mais fracas à Região Sudeste. "Temos um sistema de alta pressão que funciona como se fosse um ventilador, de cima para baixo, que empurra os ventos para baixo, impedindo a formação de nuvens." Esse sistema também enfraquece as frentes frias, segundo o meteorologista. Outro fator que contribui para o calor é o fenômeno La Niña, que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

"A atuação do La Niña provoca ventos intensos no alto nível da atmosfera, o que dificulta o avanço das frentes frias." O fenômeno, que funciona como um ventilador, também impede as chuvas, provocadas sempre pela chegada de frentes frias. Por este motivo, o verão, além de quente, também deve ser mais seco. Segundo um comparativo analisado pelos especialistas em meteorologia do Cptec, a situação de estiagem é a pior dos últimos quatro anos e a energia armazenada em reservatórios, a menor também no mesmo período.

Capacidade

"Estamos operando com apenas 30%da capacidade, sendo dados do ONS. Se continuar desta forma, sem chuva, haverá racionamento", alerta o pesquisador Marcelo Enrique Seluchi, chefe de Operações do Cptec, referindo-se ao Operador Nacional do Sistema Elétrico. Em dezembro, por exemplo, choveu, em média, cerca de cem milímetros a menos nas regiões de São Paulo, Minas Gerais e Rio. "A situação é grave porque choveu pouco em Minas, onde está a nascente do Rio São Francisco, e em São Paulo e Mato Grosso do Sul também, onde estão as nascentes do Rio Paraná." O Rio Paraná abastece a Usina de Itaipu, considerada a maior hidrelétrica em operação no mundo. A média história de chuva dos últimos 30 anos para dezembro é de 250 milímetros por metro quadrado.

fonte:Yahoo

Aquecimento Global



ENTENDA MELHOR E O QUE PODEMOS FAZER

1. O que é o efeito estufa?
O efeito estufa é o fenômeno natural pelo qual a energia emitida pelo Sol - em forma de luz e radiação - é acumulada na superfície e na atmosfera terrestres, aumentando a temperatura do planeta. De suma importância para a existência de diversas espécies biológicas, o efeito estufa acontece principalmente pela ação de dióxido de carbono (CO2), CFCs, metano, óxido nitroso e vapor de água, que formam uma barreira contra a dissipação da energia solar. A maioria dos cientistas climáticos crê que um aumento na quantidade desses gases provoca uma elevação da temperatura da Terra.

2. A emissão desses gases está aumentando?
Com o desmatamento e a queima de combustíveis fósseis cada vez mais intensos, a concentração desses gases está aumentando, especialmente as de CO2 e metano. Desde 1800, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera cresceu 30%, enquanto a de metano aumentou 130%. Analisando camadas de gelo da Antártica, cientistas europeus descobriram que o ritmo de aumento na concentração de CO2 é impressionante: nos últimos 150 anos, o gás propagou-se pela atmosfera do planeta cerca de 200 vezes mais rápido que nos últimos 650.000 anos.

3. Quais são os maiores emissores de gases do efeito estufa?
Os maiores emissores de gases responsáveis pelo efeito estufa são Estados Unidos, União Européia, China, Rússia, Japão e Índia. Entre essas nações, os Estados Unidos - responsáveis por cerca de 36% do total mundial - lideram as emissões tanto em termos absolutos como per capita. Entre 1990 e 2002, os EUA aumentaram em 15% o nível de emissão de gases, chegando a 6 bilhões de toneladas ao ano. Para efeito de comparação, todos os países membros da UE emitiram, juntos, cerca de 3,4 bilhões em 2002. A China, terceira colocada no ranking, emitiu 3,1 bilhões de toneladas.

4. Quais são as evidências do aquecimento do planeta?
Há diversas evidências de que a temperatura global aumentou. Os termômetros subiram 0,6°C entre meados do século XIX e o início do século XXI - desses, 0,5°C apenas nos últimos 50 anos. Outra evidência é a elevação de 10 cm a 20 cm no nível dos oceanos nesse período. Além disso, as regiões glaciais do planeta estão diminuindo: em algumas zonas do Ártico, por exemplo, a cobertura de gelo encolheu até 40% em décadas recentes. Cientistas também consideram prova do aquecimento global a diferença de temperatura entre a superfície terrestre e a troposfera - zona atmosférica mais próxima do solo.

5. Quanto a temperatura pode subir?
Os atuais modelos científicos prevêem que, se nada for feito, a temperatura global pode aumentar entre 1,4°C e 5,8°C até 2100. Cientistas menos otimistas acreditam que a temperatura de certas áreas do globo pode subir até 8°C no período, e que, mesmo com um corte radical na emissão de gases, os efeitos do aquecimento continuarão. Isso porque são necessárias décadas para que as moléculas dos gases que já estão na atmosfera sejam desfeitas e parem de acumular energia solar em excesso.

6. Os atuais modelos de previsão de clima são confiáveis?
Os debates em torno da eficácia e precisão dos atuais modelos de previsão climática são acalorados. Uma minoria científica crê que os sistemas computadorizados são demasiadamente simplificados, incapazes de simular as complexidades do clima real. Porém, a maior parte comunidade científica mundial defende que as atuais análises feitas em computador, apesar de precisarem ser aperfeiçoadas, já são confiáveis para simulações de futuro próximo - intervalos de 25 ou 30 anos.

7. Quais serão os principais efeitos do aquecimento?
Os cientistas climáticos são unânimes em afirmar que o impacto do aquecimento será enorme. A maioria prevê falta de água potável, mudanças drásticas nas condições de produção de alimentos e aumento no número de mortes causadas por inundações, secas, tempestades, ondas de calor e fenômenos naturais como tufões e furacões. Além disso, pesquisadores europeus e americanos estimam que, caso as calotas polares derretam, haverá uma elevação de cerca de 7 metros no nível dos oceanos. Outro impacto provável é a extinção de diversas espécies animais e vegetais.

8. Quais países serão mais afetados?
Apesar de os grandes responsáveis pelo aquecimento global serem as nações desenvolvidas da América do Norte e Europa Ocidental, os chamados países em desenvolvimento serão os que mais sentirão efeitos negativos. Isso acontecerá porque essas nações possuem menos recursos financeiros, tecnológicos e científicos para lidar com os problemas de inundações, secas e, principalmente, com os surtos de doenças decorrentes. A malária, por exemplo, deve passar a matar cerca de 1 milhão de pessoas ao ano com o aquecimento do planeta.

9. Quais espécies animais serão mais afetadas?
Segundo as estimativas da Convenção das Nações Unidas para Mudanças do Clima (UNFCCC), a maioria das espécies atualmente ameaçadas de extinção pode deixar de existir nas próximas décadas. As projeções indicam que 25% das espécies de mamíferos e 12% dos tipos de aves seriam totalmente banidos do planeta com o aumento da temperatura, que provocaria mudanças drásticas principalmente nos frágeis ecossistemas florestais e pantanosos.

10. Como impedir um aquecimento global exagerado?
Cientistas e engenheiros defendem que a solução para o aquecimento global exagerado está no desenvolvimento de tecnologias energéticas que emitam menos dióxido de carbono. Entre as mais pesquisadas atualmente estão a fissão nuclear, células combustíveis de hidrogênio, desenvolvimento de motores elétricos e também o aprimoramento de motores à combustão pela diminuição do consumo e pela diversificação de substâncias combustíveis. No Brasil, ganha destaque o desenvolvimento de matrizes energéticas de origens vegetais, como o etanol, o biodiesel e também o Hbio.


11. Qual a importância do Protocolo de Kioto para conter o aquecimento?
O protocolo de Kioto - que entrou em vigor em fevereiro de 2005 e conta com a participação de 163 nações - prevê que até 2012 seus signatários reduzam as emissões combinadas a níveis 5% abaixo dos índices de 1990. A eficácia do acordo, contudo, é limitada, pois até o momento os Estados Unidos, maior emissor mundial de dióxido de carbono, não ratificaram o pacto. Especialistas acreditam que as resoluções de Kioto apenas combatem a camada mais superficial do problema do aquecimento global.



fonte:vejaonline

Aquecimento global ameaça pingüins da Antártica


As quatro principais espécies de pingüim que vivem na Antártica estão ameaçadas de extinção por causa do aquecimento global, advertiu nesta terça-feira em Bali o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Os pingüins Adelia, cuja população total já registrou queda de 65%, sofrem um dramático declive, explicou Anna Reynolds, diretora do WWF, durante a apresentação do relatório na conferência sobre a mudança climática de Bali (Indonésia).
O aquecimento é cinco vezes mais rápido na Antártica que no restante do planeta. Isto se traduz, paradoxalmente, em avalanches de neve mais abundantes que prejudicam o modo de vida do pingüim Adelia.
O número de pingüins do tipo Imperador caiu de forma alarmante, quase 50%, principalmente porque a camada de gelo perde extensão e espessura.
Quanto aos pingüins Yugular, a população registrou queda de 30 a 60%.
Também os Gentoos sofrem com os efeitos da mudança climática, além da redução do pescado para sua alimentação.



fonte:google

Mudanças climaticas pode afetar agricultura


foto:mongbay


Especialistas fizeram um apelo nesta terça-feira para que o mundo desacelere o desenvolvimento de biocombustíveis e aumente os investimentos em agricultura para evitar graves problemas de alimentação que ameaçam os mais pobres.

"O sistema mundial alimentar tem problemas. As questões em jogo são ainda mais graves porque ameaçam os mais pobres", declarou o diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI), Joachim von Braun, ao apresentar em Pequim um relatório elaborado por sua organização.

"Os preços dos alimentos aumentaram nos últimos meses como nunca em 30 anos, atingindo em cheio os mais desfavorecidos", destacou.

Segundo o relatório do IFPRI, a disparada do consumo mundial, as mudanças climáticas, os preços elevados da energia, a globalização e a urbanização "podem transformar o modo de produção dos alimentos, seus mercados e seu consumo".

O desenvolvimento dos biocombustíveis é um fator importante da alta desenfreada dos preços dos cereais, e afeta os países importadores natos como a China e quase todos os países da África.

"Ameaça global " e o pior que nos pode acontecer é não fazer nada".



O teólogo Leonardo Boff participa em Fortaleza, de um encontro sobre ecologia, no Centro de Convenções e, ontem, foi homenageado com uma comenda na abertura do evento

"A Mãe Terra nos quer transmitir uma mensagem: 'apesar de todas as agressões que sofro, da respiração ofegante que tenho devido às contaminações atmosféricas, não obstante o sangue de meu corpo contaminado, ainda assim tenho energia vital escondida; ela não é infinita mas é suficientemente poderosa para resistir, regenerar-se e voltar a sorrir. Apenas dêem-me, por piedade, um tempo para descansar e um gesto de amor para me fortalecer'.
- Leonardo Boff

"Chegamos a um estado de ameaça global e o pior que nos pode acontecer é não fazer nada". A declaração é do professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia, Leonardo Boff que está, em Fortaleza, participando do III Encontro Intercontinental sobre a Natureza - 02, no Centro de Convenções. Hoje à tarde, ele é conferencista do tema: Terra Saber Cuidar. Franciscano e ecologista, Boff acha que é hora de se exigir uma mudança de comportamento do homem, "uma mente nova, uma modo de pensar diferente e um coração novo para frear a destruição ambiental.

fonte:O Povo

O aquecimento global deslocara milhões nos proximos 30 anos


Segundo a ONG,Ecologistas em ação até 2020, os processos de desertificação expulsarão de suas casas 135 milhões de pessoas - 60 milhões delas na África.

O alerta foi feito pela ONG, com sede em Madri, durante um evento paralelo à Cúpula contra a Desertificação, que se realiza na capital espanhola.

Para a ONG, é preciso "revisar urgentemente o conceito jurídico de refugiado para poder ampliá-lo a novas realidades sociais".

"A regulamentação do chamado 'refugiado ambiental' é imprescindível para preencher uma lacuna jurídica e proporcionar proteção jurídica ao número cada vez maior de pessoas deslocadas por razões ambientais."

A discussão sobre os chamados refugiados ambientais ocorre dentro da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que hoje define como refugiados somente aqueles que são forçadas a deixar suas casas por causa de distúrbios políticos ou sociais.

Mas a própria entidade reconhece que cada vez mais pessoas são deslocadas por problemas ambientais, como o esgotamento do solo e a desertificação, ou por efeitos desses processos, como enchentes e outros desastres naturais.

A organização Ecologistas em Ação criticou nações que reforçam suas fronteiras nacionais contra a imigração, adotando o que considera "políticas migratórias que violam sistematicamente os direitos humanos e descumprem a Convenção de Genebra sobre o Estatuto dos Refugiados".

Para a entidade, governos e empresas devem conter a exploração indiscriminada de recursos naturais dos países pobres, que gerariam a perda de florestas, a degradação dos bosques nativos e a mudança no curso dos rios.

O palhaço de Kierkegaard e a crise climática



Leonardo Boff -

Depois dos alarmantes relatórios do Painel
Intergovernamental sobre as Mundanças Climáticas
(IPCC) o pior que nos pode acontecer é deixar as
coisas correrem como estão. Então iríamos
alegremente ao encontro de nosso próprio fim. Tal
atitude me faz lembrar o conhecido aforismo de Sören
Kierkegaard (1813-1855), famoso filósofo
dinamarquês, sobre o clown, um palhaço de circo. O
fato, conta ele, é que estava ocorrendo um incêndio
nas cortinas do fundo do teatro. O diretor enviou
então o palhaço que já estava pronto para entrar em
cena, avisar a toda a platéia do fato. Suplicava que
acorressem para apagar as chamas. Como se tratava de
um palhaço, todos imaginavam que era apenas um
truque para fazer rir as pessoas. E estas riam que
riam. Quanto mais o palhaço conclamava a todos, mais
esses riam. Pôs-se sério e começou a gritar: "o fogo
está queimando as cortinas, vai queimar todo o
teatro e vocês vão queimar junto". Todos acharam
tudo isso muito engraçado, pois diziam que ele
estava cumprindo esplendidamente seu papel. O fato é
que o fogo consumiu o palco e todo o teatro com as
pessoas dentro. Termina Kiergegaard :"Assim, suponho
eu, é a forma pela qual o mundo vai acabar no meio
da hilariedade geral dos gozadores e galhofeiros que
pensam que tudo, enfim, não passa de mera gozação".

Estas palavras de Kierkegaard se aplicam
perfeitamente a muitos cientistas, empresários,
bispos e até a gente do povo que pensam ser o
aquecimento global uma grande enganação ou um
alarme desnecessário . Dizem que o fenômeno é, em
grande parte, natural e que a Terra tem condições
por si mesma de encontrar o equilíbrio ótimo para a
vida. E vivem como os ricos do Titanic, rindo e se
afundando.

Por outro lado, muitos são os que tomam as
advertências a sério, Estados e grandes
instituções, também entre nós. Sabem que se
começarem agora, com apenas 2% do PIB mundial
poderão equilibrar o clima global e continuar a
aventura planetária com perspectivas de esperança.

O fato inegável é que estamos face a um problema
global. Não afeta apenas este ou aquele ecossistema
ou região mas seu conjunto, a biosfera e o inteiro
Planeta. Somos todos interdependentes e as ações de
todos afetam a todos para o bem ou para o mal.

Tardiamente, só a partir dos anos 70 do século
passado, ficou-nos claro que a Terra é um
superorganismo vivo, Gaia, que regula os elementos
físicos, químicos, geológicos e biológicos de tal
forma que se torna benevolente para todas as formas
de vida, especialmente, da nossa. Mas agora, dada a
intervenção prolongada e persistente do processo
produtivo mundial, ela chegou a um ponto em que não
consegue sozinha se auto-regular. Precisa de nossa
intervenção que vai muito além de apenas preservá-la
e cuidá-la. Temos que efetivamente resgatá-la e
curá-la. Pois, em termos cósmicos, é um planeta já
velho, com recursos limitados e dificuldades de
auto-regeneração .

Como somos o principal agente desestabilizador
pode acontecer que ela não nos considere mais
benevolentemente e queira continuar sem nós. A
dinâmica do processo de produção e consumo
ilimitados não consegue manter o equilíbrio do
planeta. Somos obrigados a mudar na linha do que
sugere a Carta da Terra: assumir um modo sustentável
de vida. Este somente se alcançará mediante a
cooperação mundial e a percepção espiritual de que o
planeta é Terra-mátria, prolongamento de nossa
própria existência terrenal.

Leonardo Boff
Teólogo

enviada:Rubens Vergueiro

Natureza