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16 de abr de 2011

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Grandes construtoras já estão de olho no terreno municipal no Itaim Bibi que a Prefeitura de São Paulo quer trocar por creches. A incorporadora JHSF, uma das maiores do País, foi autorizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho a realizar estudos técnicos e de viabilidade econômica para aproveitar a área de 20 mil m² da Avenida Horácio Lafer. Os estudos custarão até R$ 4 milhões e devem ficar prontos até dezembro.


Os projetos serão custeados pela própria incorporadora e devem determinar como serão realocados os equipamentos públicos que funcionam ali, além de avaliar o valor da área e quantas creches poderão ser construídas na periferia com a venda. A secretaria planeja utilizar as informações como base do edital de licitação pública para a alienação. “Apenas a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e, talvez, uma biblioteca, vão sair de lá. Todos os outros seis equipamentos devem permanecer”, afirma o secretário Marcos Cintra.

O interesse da JHSF no terreno é claro. O metro quadrado mais caro vendido na capital no ano passado (cerca de R$ 18 mil) foi de um empreendimento da incorporadora lançado a poucos metros do quarteirão que deverá abrigar o “Complexo Horácio Lafer” – nome oficial do projeto da Prefeitura. A administração avalia que o terreno poderia valer R$ 230 milhões. Técnicos da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) são menos otimistas – calculam algo em torno de R$ 100 milhões.

Há um prazo de 15 dias para que outras construtoras interessadas em apresentar estudos de viabilidade na área peçam autorização na secretaria. A JHSF foi a primeira e pedir, no dia 11 de fevereiro. Segundo Cintra, a secretaria também está fazendo os próprios estudos e vai pressionar as incorporadoras interessadas a terminar logo seus projetos, para garantir que as creches ficarão prontas dentro do cronograma. “No meu calendário, a licitação será lançada até junho, para que as obras comecem já no segundo semestre. Queremos inaugurar as creches em maio de 2012″, afirmou o secretário.

Revolta. Os moradores contrários à venda do terreno não gostaram de saber dos detalhes do projeto. “É a prova de que a Prefeitura mentiu por quatro meses, quando disse que só a área da Apae seria vendida. É uma vergonhosa barganha entre o prefeito e essa incorporadora”, diz Helcias Bernardo de Pádua, presidente da Associação Grupo Memórias do Itaim.

Ele afirmou que vai entrar com pedido de tombamento do quarteirão – e dois inquéritos no Ministério Público já estão investigando os anúncios da permuta. Para o grupo descontente com o projeto, o terreno abriga áreas verdes e imóveis de importância histórica e cultural que não podem ser trocados por prédios modernos e luxuosos. Na segunda-feira, uma passeata de moradores e defensores do patrimônio protestou no bairro contra o projeto.

Mais creches. Além do quarteirão da Horácio Lafer, a Prefeitura pretende também trocar outros terrenos e imóveis municipais por creches na periferia. O Estado revelou, na semana passada, que a Subprefeitura de Pinheiros e um depósito de lixo na Rua Bresser, na região central, também devem ser permutados.

A expectativa é de que os três projetos juntos resultem em 270 novas creches, que atenderiam 40 mil alunos. A atual fila de espera, entretanto, é de mais de 100 mil crianças.

Equipamentos públicos

Além da Apae e da Biblioteca Anne Frank, o quarteirão da Horácio Lafer abriga o Teatro Décio Almeida Prado, uma creche, duas escolas públicas e dois equipamentos de saúde.


Fonte: O Estado de S. Paulo
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