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16 de jun de 2008

Cresce ação da Polícia Ambiental em loteamentos

Crescem as ações da Polícia Ambiental do Estado de São Paulo em loteamentos. "O boom do setor imobiliário nos obrigou a aumentar a fiscalização com relação à lei de uso e ocupação do solo. Com os bloqueios nas estradas, para verificação de procedência de madeira, carvão etc., cresceu também a apreensão de drogas", diz o capitão Walter Nyakas Júnior, chefe da seção de Operações do Comando de Policiamento Ambiental.

A Polícia Ambiental possui efetivo de 2.200 homens, distribuídos por quatro batalhões localizados na Capital, no Litoral (Guarujá) e no Interior (Birigüi e São José do Rio Preto), para fiscalizar 248.808,8 km2. "Mas, se necessário, podemos obter reforço, uma vez que a Polícia Militar possui efetivo de 100 mil homens", explica o capitão Nyakas.

Além das questões estritamente ambientais, a unidade também responde pelo policiamento em zonas rurais. Os problemas variam conforme a região do Estado. No Interior, os principais problemas estão relacionados à pesca, caça, ao desmatamento e às queimadas. Na Capital, a loteamento clandestino e tráfico de animais silvestres e, no Litoral, à pesca oceânica e ocupação irregular de áreas de proteção. "Nesta época do ano, estamos mais atentos à questão dos balões", explica.

De acordo com o capitão Nyakas, anualmente são apreendidas pela Polícia Ambiental cerca de 700 armas de fogo. "A maioria de caça." Uma área que demanda grande atenção dos policiais se refere ao tráfico de animais silvestres. ¿São 30 mil apreensões por ano¿, diz o capitão.

Dois projetos concentram as atenções da Polícia Ambiental. O primeiro, chamado de Operação Defesa das Águas, tem por objetivo recompor as áreas próximas da margem das represas Billings e Guarapiranga, com a retirada de invasores. O outro é um projeto-piloto que está sendo desenvolvido em Cubatão, no bairro de Água Fria. "Nós congelamos a área e estamos retirando as pessoas, pois se trata de área de preservação. São 55 policiais que se revezam durante 24 horas, para impedir a entrada de material de construção e de pessoas que não sejam as já cadastradas."

Para denunciar irregularidades na área ambiental, disque 0800-113560
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