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18 de mar de 2008

O golpe de venda de certificados sobre árvores na Amazônia


Os alunos de uma escola de ensino fundamental em Genebra, na Suíça, receberam há pouco a visita de uma entidade propondo que eles adquirissem uma árvore na Amazônia. Eles recebiam a garantia de que a árvore seria protegida e que estariam evitando o desmatamento. Pelo equivalente a R$ 30, o aluno ganhava um certificado e um mapa de onde estava sua árvore. A prática não é nova, mas vem se proliferando na Europa diante do interesse da opinião pública em agir para salvar a mata amazônica.

Para algumas entidades, a venda de árvores é apenas um ato simbólico. Mas, em alguns casos, organizações garantem que a pessoa que compra a árvore no Brasil teria “direitos legais” sobre ela.

A Rainforest Forever, por exemplo, vende pela internet e afirma ao comprador que os locais onde estão as árvores são os que mais correm o risco de serem desmatados. “Sua compra evita que uma pessoa ou entidade destrua ou comercialize uma árvore da floresta”, diz, em seu site.

A febre da venda de árvores amazônicas no exterior é alimentada pelas novas tecnologias. Várias ONGs oferecem imagem de satélite de onde estaria a árvore e mapas feitos por meio de GPS. A Rainforest Forever garante que o comprador tem direitos sobre as árvores vendidas na região de Baiciu.

Em Paris, a Associação Coração da Floresta propõe que uma pessoa seja um padrinho de uma árvore na Amazônia. Por euros 15, o interessado tem direito a
uma árvore e por até e 60 euros leva cinco. O dinheiro dá direito também a um certificado e mapa da “árvore afilhada”.

fonte : Estadao
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