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21 de fev de 2008

Incidência de raios cresce e mata 22 pessoas em 2008



Nos primeiros 50 dias do ano, 22 pessoas morreram em virtude de raios no País, segundo apurou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número já supera o balanço do primeiro trimestre de 2007, quando foram registradas 18 mortes - o ano fechou com 46 casos. No Estado de São Paulo, houve aumento de 32% nas descargas elétricas. O Inpe atribui o aumento ao fenômeno climático La Niña.

Só no mês passado foram detectadas 108.675 descargas atmosféricas no Estado, ante 81.920 em janeiro de 2007. "Acreditamos que, até o fim do verão, a incidência de raios no Sudeste tenha aumento de 50%", disse Osmar Pinto Junior, pesquisador do Inpe e considerado a maior autoridade em raios do País.

O pesquisador explicou o papel do La Niña nesse processo. "O resfriamento das águas do Oceano Pacífico altera a circulação dos ventos globalmente e favorece a formação de tempestades no Sudeste." Desde o começo do ano, caíram cerca de 207 mil raios no Sudeste, ante 152 mil no mesmo período de 2007 (alta de 36%). "Outro fator é a própria previsão do tempo, que indica temperaturas pouco acima da média histórica, aliadas a precipitações."

Das 22 mortes deste ano, 11 ocorreram no Estado. De acordo com Pinto, o número é semelhante ao de 2001, quando também houve influência do La Niña. "Naquele ano foram 73 mortes registradas."

O Brasil já é campeão mundial na incidência de raios, com cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano. Zaire e Estados Unidos são o segundo e terceiro colocados. O País lidera o ranking apesar de o Inpe fazer o levantamento apenas em nove Estados - Regiões Sudeste e Sul, mais Mato Grosso do Sul e Goiás. A zona leste de São Paulo, cidades do ABC e as regiões de Campinas e do Vale do Paraíba são as campeãs em incidência de raios no Estado.
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