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11 de jan de 2008

Paraná /IAP distribui cinco mil mini-lixeiras de praia em apenas dois dias no litoral -



Apenas nos dois últimos dias do ano, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), distribuiu cinco mil mini-lixeiras individuais de praia, das 16,5 mil adquiridas para esta temporada. Confeccionada em formato semelhante a uma casquinha de sorvete, a mini-lixeira tem tampa, pode ser enterrada na areia durante sua utilização, possui apoio lateral para o cigarro e ainda traz a mensagem “o ideal é não fumar e nem poluir, guarde sua bituca aqui”.

“A procura pela lixeirinha é grande e demonstra a aprovação dos veranistas. Devido a grande demanda do feriado de ano novo, já estamos providenciando um novo lote do produto para atender aos veranistas”, disse o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues. Segundo ele, projetos como esse sempre terão espaço e apoio por parte do governo do Estado. “Turistas e órgãos ambientais aprovaram a iniciativa”, destaca o secretário.

As lixeirinhas já podem ser encontradas em todas as barracas de balneabilidade do IAP, instaladas na orla. Em sua segunda temporada, o projeto, desenvolvido pelo Instituto e pela Universidade Federal do Paraná no Litoral, contará este ano com o auxílio de estudantes da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (Fafipar).

A coordenadora do programa “Nossa Praia é Limpeza”, do IAP, Adriana Ferreira, contou que os estudantes auxiliarão na distribuição das lixeiras Individuais de praia’, que servem para depositar bitucas de cigarro, palitos de picolé, algodão doce, canudos, tampinhas de garrafa e outros pequenos resíduos. “Na última temporada a procura pelas mini-lixeiras nas barracas de balneabilidade foi superior à procura pelas sacolas plásticas”, mencionou Adriana.

Elas serão distribuídas em todos os balneários devido à comprovação da sua eficácia, diz Rasca Rodrigues. “Os garis informaram que a redução na quantidade de pequenos resíduos encontrados na areia foi superior a 70% nos balneários de Ipanema e Caiobá, por exemplo, após a distribuição das lixeirinhas”, destacou.

Estudo – A iniciativa do projeto é dos professores da UFPR Litoral, Rodrigo Reis e Walter Widmer, que apresentaram a idéia ao IAP, em 2006 e, após um mês de testes, foi aplicado em todos os balneários do Paraná durante a temporada. “A idéia é eliminar não apenas as bitucas de cigarro, que ficam espalhadas pela areia e nem sempre são recolhidos pelos garis, mas também livrar a praia desse tipo de resíduo prejudicial ao turismo e ao meio ambiente e sem retorno financeiro para catadores de material reciclável”, afirma a coordenadora do “Nossa Praia é Limpeza”.

Em janeiro de 2006 foram distribuídas 100 mini-lixeiras por dia na Praia Mansa de Matinhos e no Balneário de Ipanema, em Pontal do Paraná, para avaliar o retorno do produto. A escolha dos balneários se deveu ao público diferenciado economicamente que freqüenta estes locais. “O objetivo foi avaliar se havia variação de comportamento, em relação ao lixo, de acordo com a classe social”, disse Adriana.

Estagiários distribuíram um questionário ao entregar as lixeiras e orientaram os veranistas para que as esvaziassem ao fim do dia. Posteriormente, o lixo recolhido das minilixeiras foi levado a laboratório para avaliar o peso e se foi utilizada para a finalidade desenvolvida. Segundo Adriana, outro ponto avaliado foi a porcentagem de lixeiras deixadas nas praias.

Para a coordenadora dos estagiários da Fafipar, Franciane Pellizzari, a parceria entre as instituições é de extrema importância. “Para a Fafipar é um grande prazer poder participar de ações como esta. Além disso, o projeto está contribuindo com a qualidade ambiental do nosso litoral durante a temporada, que é a casa dos nossos alunos durante o ano todo”, lembrou a professora.

Aprovação – O veranista Ednilson da Cruz, que todos os anos passa o verão em Caiobá, disse que por já ter sido fumante, pode conceituar a ação como “a idéia mais inteligente criada por um governo em relação ao lixo”. “Além da mini-lixeira ter tampa, o que impede o mau cheiro, ela pode ser enterrada na areia. É prática de carregar e uma iniciativa inédita para os fumantes que nunca tiveram um local para depositar seu lixo”, diz o veranista. Já para a dona de casa Sônia Alcântara, a proposta é tão boa que deverá estimular e lembrar os fumantes – na falta da lixeirinha - a procurar outros depósitos para as bitucas e resíduos.

fonte:AEN
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