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7 de jan de 2008

Mudança climática ameaça "capital chinesa do gelo"



A cidade de Harbin, no nordeste da China, famosa por seu festival de gigantescas estátuas de neve e gelo no inverno, é um dos lugares do país que mais sofrem com o aquecimento global e em 2007 registrou a temperatura média anual mais alta em 126 anos, informou hoje a imprensa oficial.
Harbin, que amanhã inaugura seu Festival Internacional de Gelo e Neve, vê com preocupação como a cada ano duram menos as maravilhas geladas. Antes, elas agüentavam até abril. Agora, mal sobrevivem a fevereiro.
Segundo os meteorologistas, a cidade chinesa, que aproveita o frio para atrair turistas, teve em 2007 uma temperatura média de 6,6 graus centígrados. Foi a mais alta desde 1881, quando começaram as medições meteorológicas.
Até agora, o recorde era de 1998, com 6,1 graus, segundo os números do observatório meteorológico da cidade.
A última temperatura média mensal registrada, em dezembro, foi de 10,6 graus abaixo de zero, a segunda mais alta para o período desde 1881.
"Os números não são casuais e estão relacionados com o aquecimento global", afirmou o chefe do observatório meteorológico, Yin Xuemian.
Harbin, antiga colônia russa, atraiu durante anos milhões de turistas. O seu inverno, nos "bons tempos", chegava a temperaturas de até 40 graus abaixo de zero, ideais para conservar durante meses as estátuas de gelo e neve expostas na cidade. Elas reproduziam construções como Notre Dame de Paris e a Basílica de São Pedro de Roma.
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