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6 de jan de 2008

Brasil adere a protesto internacional contra Japão pelo fim da caça às baleias

Queixa diplomática proposta pela Austrália reuniu 31 países. Greenpeace apóia iniciativa e está na Antártica para impedir a matança.
Brasília, DF - O governo brasileiro aderiu nos últimos dias de 2007 ao protesto diplomático formal do governo da Austrália contra a caça de baleias promovida pelo Japão. O protesto foi apresentado pelo embaixador australiano no Japão e conta com o apoio de 31 países - é o maior protesto internacional já feito contra o programa de caça às baleias do Japão.Entre as preocupações da Austrália em relação ao programa de caça japonês é o prejuízo que ele pode causar à sua indústria de turismo de observação de baleias, que movimenta mais de US$ 300 milhões por ano. Para monitorar as atividades da frota baleeira japonesa, a Austrália enviou à Antártica um navio e um avião de reconhecimento.
Os países que se juntaram à Austrália no protesto são: Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Chile, Costa Rica, Croácia, República Tcheca, Equador, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, México, Mônaco, Holanda, Nova Zelândia, Portugal, San Marino, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Reino Unido e Uruguai. A Comissão Européia também participou do protesto.
O governo australiano e os demais países que formalizaram o protesto contra o Japão acreditam que não há justificativa aceitável para a caça de baleias. A Au
A iniciativa respalda politicamente a expedição que o Greenpeace realiza na Antártica para impedir a matança de baleias pela frota baleeira japonesa. O Greenpeace está na região com seu navio Esperanza e sua tripulação promove também o projeto A Trilha das Grandes Baleias, pesquisa científica não-letal com um grupo de 20 jubartes que foram marcadas com sensores que transmitem sinais via satélite. .
Confira as últimas informações publicadas sobre o projeto A Trilha das Grandes Baleias e a expedição do Greenpeace na Antártica no blog de Oceanos. O blog está sendo atualizado quase que diariamente pela bióloga Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil.
O Japão pretende caça quase mil baleias este ano no Oceano Antártico - 935 da espécie minke e 50 da espécie fin. Baleias jubartes também estavam na lista para serem caçadas mas, uma semana antes do protesto internacional encabeçado pela Austrália, o Japão anunciou que deixaria de fora essa espécie que está ameaçada de extinção. Por esse motivo ela não é caçada desde a década de 1960.
O Oceano Antártico é onde se localiza um dos santuários de baleias no mundo - o outro é no Oceano Índico. O Brasil e alguns países conservacionistas pleiteam a criação de um novo Santuário de baleias, o do Atlântico Sul.
O Japão afirma que caça baleias por questões científicas, mas admite que o faz apenas como alternativa à caça comercial, proibida desde 1986 devido à moratória imposta pela Comissão Internacional Baleeira (CIB). A carne das baleias caçadas pelos japoneses no Santuário Antártico é processada e empacotada no navio-fábrica Nisshin Maru, que faz parte da frota baleeira, e vendida no Japão. No entanto, o mercado para esse tipo de produto está em baixa.
"O Japão diz que faz pesquisa científica, mas em dois anos não apresentou resultados convincentes. Além disso, a carne de baleia já não tem mais mercado no Japão e o dinheiro usado para tudo isso é público. O Japão deveria voltar com sua frota imediatamente ao porto", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil e também do programa não-letal A Trilha das Grandes Baleias, que está a bordo do Esperanza.



fonte:Ecoagencia
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