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17 de dez de 2007

¨Neutralização¨ de Carbono

Hoje é cada vez maior o número de pessoas dispostas a empreender ações individuais de combate ao aquecimento global. Popularizou-se a prática da "neutralização" de carbono. Quem participa de ações poluentes, como andar de carro ou viajar de avião, paga a empresas especializadas para que plantem árvores em quantidade suficiente para compensar a emissão de CO2 resultante de suas ações. Uma viagem de São Paulo a Nova York, por exemplo, deve ser compensada com o plantio de 1.000 árvores. Entre as atitudes individuais em favor do ambiente, a mais radical de que se tem notícia é a do casal formado pelo escritor Colin Beavan e pela jornalista Michelle Conlin, de Nova York. Desde o início do ano, o casal eliminou de seu cotidiano tudo o que polui ou é produzido de forma poluente. Isso inclui não usar eletricidade, produzida com a queima de carvão, que produz CO2. Portanto, nada de luz elétrica (à exceção de uma lâmpada fluorescente), televisão, geladeira, máquina de lavar ou elevador – embora o casal more no 6º andar de um prédio na Quinta Avenida. Tudo o que é feito de papel (produzido com a derrubada de árvores) está banido das compras. Sim, papel higiênico inclusive. Nenhum alimento que o casal e sua filha de 2 anos comem pode ter sido transportado por trem ou avião. Em lugar de pasta de dentes, bicarbonato de sódio. A experiência da família vai durar um ano. O sacrifício é exemplar, mas, infelizmente, de pouca utilidade. Ações individuais em favor da preservação ambiental têm impacto praticamente nulo nos problemas que pretendem combater, sobretudo no caso do aumento do efeito estufa. Em geral, sua principal utilidade é tranqüilizar a consciência de quem as pratica. De qualquer maneira, a disseminação do engajamento verde serve para pressionar os governos a tomar as medidas realmente eficazes para salvar a Terra.

fonte: leia mais :vejaonline
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