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11 de nov de 2007

Outubro no Tibet foi registrada 3 graus a mais que o habitual


foto:mongabay

A temperatura no planalto tibetano, considerado um dos barômetros da mudança climática global, foi em outubro entre 2 e 3 graus mais elevada que o habitual, enquanto os níveis de umidade estão sendo os mais baixos dos últimos anos.
Segundo a imprensa estatal, a turística Lhasa, a 3.700 metros acima do nível do mar, está registrando um preocupante índice de umidade, muito baixo, o que provocou hemorragias nasais em muitos dos moradores.

A umidade oscilou em torno de 10% em outubro, enquanto o resto do país registrava fortes chuvas e inundações.

Devido a esta extrema secura, as autoridades recomendaram aos moradores e aos milhares de turistas que bebam muita água e passem protetor solar.

O planalto tibetano, o mais elevado do mundo, registra um aumento de temperatura a um ritmo de 0,3% por década - o maior do mundo -, e o derretimento de suas geleiras se transformou em uma ameaça para a vida de milhões de asiáticos.

O degelo é preocupante também no noroeste da China, quarto país do mundo em volume de geleiras - depois de Canadá, Estados Unidos e Rússia -, com uma superfície de aproximadamente 60 mil quilômetros quadrados.

Em Xinjiang, a rápida fusão da geleira número 1, cuja superfície se reduziu em 14% nos últimos 40 anos, ameaça os oásis característicos dessa região desértica, advertiu um relatório da Academia de Ciências Sociais divulgado hoje pelo jornal "China Daily".

"Devido ao contínuo aumento das temperaturas em nível mundial e no oeste da China, o derretimento das geleiras será irreversível.
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